Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

O interminável processo de Barros Basto

  • 333

Há três gerações que a família do Capitão Arthur Barros Basto, fundador da Comunidade Israelita do Porto, luta pela sua reintegração no Exército, de onde foi expulso em 1937. Tudo parecia encaminhado para que o assunto fosse resolvido há duas semanas, mas a falta de consenso no Parlamento empurrou o processo de novo para a casa de partida

EXPULSO Combateu na Grande Guerra e hasteou a bandeira republicana no 5 de Outubro. Barros Basto foi expulso do Exército em 1937

EXPULSO Combateu na Grande Guerra e hasteou a bandeira republicana no 5 de Outubro. Barros Basto foi expulso do Exército em 1937

FOTO D.R.

Primeiro aviso ao leitor: esta é a história de um ato de justiça que esperou 78 anos para se concretizar, apenas para voltar à estaca zero. Há dias, a 22 de julho, a reabilitação e reintegração do Capitão Arthur Barros Basto no Exército, de onde fora expulso em 1937, foi levada a votação na Assembleia da República sob a forma de projeto de lei. Mas a falta de consenso entre os partidos impediu que esta tivesse lugar. Ao não ser votada, a lei morreu, não sendo possível que transite para a próxima legislatura.

A bancada 'culpada' pela ausência de consenso é a do PCP, que invocou questões procedimentais para se opor a uma votação que não estava agendada e que “passava por cima de todas as regras”, segundo o deputado António Filipe. “Não se deve subverter o funcionamento do Parlamento”, acrescenta. O facto de outros partidos, como o CDS/PP ou o PSD, garantirem que a atitude do PCP não passou de uma “vingança por não lhe terem permitido avançar com uma votação semelhante”, é irrelevante para o caso. O que importa, diz António Filipe, resume-se em três pontos: “Havia dúvidas do Exército, do Ministério da Defesa e a oposição dos próprios herdeiros do Capitão Barros Basto. Eram aspetos a clarificar.”

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI