Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

Défice externo: voltámos a viver acima das possibilidades (e a culpa não é das importações)

  • 333

Maria Luís O equilíbrio externo sempre foi um dos “cavalos de batalha” o governo

FOTO Luís Barra

Portugal está de novo em défice externo, depois de dois anos de excedentes inéditos. Mas a culpa não é das importações - é do fim do programa de fundos comunitários e da saída de dividendos de empresas vendidas a estrangeiros

Quando o primeiro ministro falava, no início da legislatura, de “viver acima das possibilidades”, estava a referir-se a um indicador que se tornou o seu “cavalo de batalha”: o défice externo. Em 2013 e em 2014, Portugal conseguiu ter excedente das contas externas, em grande parte por causa do aumento das exportações e redução das importações. A má notícia vem agora: nos primeiros cinco meses deste ano, Portugal voltou a ter défice externo. Mas não é por razões comerciais. É sobretudo por duas razões: porque o fim do QREN significa menos entrada da capital comunitário em Portugal; e porque há menos entradas e mais saídas de juros e de dividendos do país, o que pode ser atribuído em parte à venda de empresas portuguesas a estrangeiros.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI

  • Portugal volta a ter défice externo

    Foi um dos “cavalos de batalha do governo Passos, que conseguiu criar excedentes em 2013 e 2014. Mas as contas externas de Portugal este ano registam um défice de 104,3 milhões de euros até maio