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No rasto das últimas bandeiras do Império

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CERIMÓNIA A última bandeira de Portugal a ser arriada em Angola é entregue ao antigo Presidente Ramalho Eanes por Leonel Cardoso, filho do vice-almirante com o mesmo nome

TIAGO MIRANDA

Uma a uma, as bandeiras foram abandonando os territórios outrora colonizados por Portugal e cada uma trouxe consigo uma história para contar. A sua descida significou o fim de um império de cinco séculos. O Expresso foi à procura destas bandeiras, as últimas a serem arriadas nas seis ex-colónias, no ano em que os novas nações celebram 40 anos de independência  

Cronologicamente, o primeiro puzzle a desmontar-se do quadro colonial foi a Guiné. Após o acordo de Argel, celebrado com o PAIGC, Portugal reconheceu a 10 de setembro de 1974 a independência do país, proclamada unilateralmente ainda no ano anterior. A última bandeira foi arriada pouco mais de um mês depois, ao pôr-do-sol do dia 13 de outubro, pelo capitão da Força Aérea Faria Paulino. Entregou-a ao governador Carlos Fabião que, no dia seguinte, partiu rumo a Lisboa com essa e outras duas bandeiras, uma das quais da cidade de Bolama, onde deixou um filho nado e enterrado. Até morrer, Fabião dormiu com as três bandeiras à cabeceira da cama. Encontram-se atualmente no Museu Militar de Lisboa que só apurou o historial de cada uma depois da pesquisa encetada pelo Expresso.


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