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Jesus, judas e uma religião chamada futebol

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GUERRA. Jorge Jesus é o homem no centro da guerra

PAULO NOVAIS/Lusa

O mundo parou porque Jorge Jesus trocou o Benfica pelo Sporting

E ao terceiro dia, sexta-feira, Jesus falou. Falou de portas que se fecham e de portas que se abrem, falou de tempos bons e do fim dos tempos. De pessoas e de instituições. Falou de memórias, de consciência e de partida - para dizer que está mesmo de saída. “Parto, com a consciência do dever cumprido, grato pelo carinho e oportunidade com que fui brindado ao longo deste período.” Jesus falou através de um comunicado, o equivalente moderno a subir a uma montanha, mas sem direito a perguntas. Jesus falou no dia em que os jornais lhe chamaram Todo Poderoso. No dia em que muitos benfiquistas, os mesmo que ainda há uma semana o adoravam, continuam a chamar-lhe Judas e traidor. Como se ele fosse ele, JJ, e mais uma pessoa. Este é também o dia em que os sportinguistas (ou parte deles) começaram a içá-lo rumo ao pedestal - depois de seis anos a apedrejá-lo.

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