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Portugueses gastam um milhão de euros em arte em dois dias

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ANSELM KIEFER. Uma das imponentes obras do alemão, “Schichina”, foi vendida a um português por 620 mil euros

D.R.

A aposta na arte contemporânea como investimento ou simples fruição está a dar cada vez mais frutos em Portugal. Em dois dias, duas leiloeiras fizeram vendas de quase um milhão de euros só com duas peças, uma de Júlio Pomar outra do alemão Anselm Kiefer. O Estado não teve dinheiro para fazer frente à investida privada.

A meio da semana, o Palácio do Correio Velho levou a leilão uma das mais emblemáticas obras de Júlio Pomar, “O Almoço do Trolha”. O quadro tinha como base de licitação 300 mil euros e foi arrematado por um comprador privado português por 350 mil euros. Símbolo do neorrealismo português e pintado em dois momentos, em 1947 e 1950 — antes e depois de ter estado preso no Forte de Caxias —, “O Almoço do Trolha” deu azo a que a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) iniciasse o seu processo de classificação, tornando Júlio Pomar o primeiro artista vivo português a ver uma obra sua classificada. Essa classificação é determinante para que a peça não possa sair do país.

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