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Espanha: vence a direita, governa a esquerda

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MADRID. A futura presidente da Câmara, Manuela Carmena, liderou uma de muitas listas cidadãs bem sucedidas

Paul Hanna/Reuters

Com a entrada em cena do Podemos e dos Cidadãos, a soma de votos dos dois maiores partidos (PSOE e PP) cai de 66% para 52%. Pactos serão cruciais para distribuir o poder.

“Que sova! Que sova!”. O desabafo, captado por um microfone despercebido, foi de Rita Barberá, presidente da Câmara de Valência, que terá de deixar o cargo após 24 anos, embora tenha ganho as eleições. É o espelho da  vitória mais amarga do Partido Popular (direita, no Governo) nas eleições municipais e regionais espanholas. A formação do primeiro-ministro Mariano Rajoy perdeu mais de dois milhões de votos. 


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  • Espanha. PP vence, mas sem maioria absoluta

    O Partido Popular de Mariano Rajoy foi o partido mais votado a nível nacional, mas com um resultado menos expressivo que em 2011. Novos partidos mostram a sua influência nas eleições regionais espanholas: Podemos em Barcelona e Cidadãos a nível nacional, sagrando-se como a terceira força política do país.

  • Em Espanha, tendo acabado o bipartidarismo, chegou a época das coligações e alianças. Algumas fáceis de conseguir, outras terão de ser totalmente abstrusas. Aos poucos os partidos tradicionais – PP, com enorme derrota; PSOE mostrando incapacidade de ser alternativa ao desgaste da direita – perdem terreno para formações que há dois anos ninguém conhecia. Se isso é bom ou mau é cedo para dizê-lo. Mas revela que quem quer sobreviver tem de se adaptar.