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Polícia que agrediu adepto violou manual da PSP e pode ser expulso

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Mesmo que a cuspidela alegada pelo subcomissário seja verdade, as regras da PSP são claras: polícia não podia ter agredido adepto do Benfica.

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

O subcomissário Filipe Silva infringiu as normas da PSP sobre o uso de força. Mesmo que a sua versão dos factos seja totalmente verdadeira — o polícia alega que o adepto benfiquista José Magalhães o injuriou, ameaçou e cuspiu na cara — as orientações da PSP são claras: a única reação admissível para um caso de injúrias ( cuspir é considerado injúria) é a ordem de prisão. E se o adepto resistisse à detenção, o polícia só poderia usar o bastão para o controlar, e nunca para bater, como as imagens mostram. “É uma situação clara de uso excessivo de força”, garante o juiz conselheiro Mário Mendes, antigo secretário-geral do Sistema de Segurança Interna. “Não há qualquer reação física por parte do adepto do Benfica, o procedimento correto teria sido detê-lo. Mais nada”, acrescenta o magistrado. 

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