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“O chão ondula como um carrossel antigo das feiras. Será dos grandes? Dizem-me que sim”

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ALFREDO CUNHA/ AMI

Os repórteres Luís Pedro Nunes e Alfredo Cunha estavam de partida do Nepal, onde tinham ido no quadro de uma operação da Assistência Médica Internacional, quando se registou o violento sismo desta terça-feira. Aqui fica o relato deste novo tremor de terra, o segundo de grande intensidade em duas semanas.

Luís Pedro Nunes, em Katmandu

Quem não esteja em estado de alerta não dá aquele salto da cadeira instintivo. De repente vê toda a gente a correr. Olha para os enormes vidros do salão e estão a ondular como se fossem gelatina. Finalmente, ao fim de algumas décimas de segundo, compreende: é outro sismo. Circula atrás dos outros para fora da sala do hotel, para uma zona de jardim, onde se aglomeram os funcionários, nitidamente mais ansiosos do que os hóspedes. É natural. Faz duas semanas que o Nepal foi atingido por um devastador tremor de terra, que fez mais de 8000 mortos. Quase todos os dias se sente o chão a abanar um pouco. Mas agora abanou mesmo muito.

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