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Jovens escrevem carta aberta a uma jiadista portuguesa. "Querida Ângela..."

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FOTO TIAGO MIRANDA

Onze jovens de sete escolas secundárias de Lisboa escreveram a Ângela Barreto, a adolescente portuguesa que fugiu de casa em agosto de 2014 para se juntar ao Estado Islâmico. Sem a julgar, põem-se em pé de igualdade, compreensivos com a decisão. Mas, um a um, explicam o que os faz ficar na vida que levam - “só para ela pensar nisso”. A carta segue esta semana para a Síria, através do pai da jiadista.

“Querida Ângela”. 

A carta, longa de dez páginas de computador, demorada de seis meses de escrita, começa assim. São só duas palavras e nem essas foram consensuais. 

“Ela quis mudar de nome, agora chama-se Umm Abdurahman, pode ficar ofendida”, defendiam uns. Mas perderam. 

A destinatária ficou com o nome de batismo, aquele com que a lusodescendente, de 19 anos, viveu quando tinha uma vida igual à de quem lhe escreve, à de Miguel, Laura, Beatriz, Pedro, Francisco, António, João, Ana, Vasco, Rita e Paolo. 

São todos estudantes do secundário, entre os 15 e os 18 anos, da capital. Tratam Ângela por tu - a geração é a mesma.


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