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CDS irritado com Passos, mas a coligação não treme

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LET'S SHAKE HANDS Acordo de coligação tem uma semana. Mas a relação tensa já dura há anos

Alberto Frias

Declarações de Passos Coelho sobre a demissão "irrevogável" de Portas, divulgadas na sua nova biografia, irritam o CDS e abrem feridas antigas. Uma asneira em plena pré-campanha, consideram. "Já não há pachorra", desabafa um dirigente centrista. Mas a coligação já não treme.

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Os detalhes revelados por Pedro Passos Coelho sobre o que aconteceu no verão de 2013, quando a demissão "irrevogável" de Paulo Portas quase deitou o Governo abaixo, surpreenderam e irritaram o CDS. 

Não tanto pelo conteúdo - embora a versão de Passos seja considerada "uma manipulação", por torcer alguns factos e omitir outros - mas sobretudo pelo timing. 

Dez dias depois de assinarem o acordo de coligação, tirado a ferros apesar das muitas reticências dos dois lados, Passos remexe na ferida que marcou o ponto mais crítico das relações entre os dois líderes e os dois partidos. 

"Só se for para garantir que a coligação está coesa e motivada", ironiza um alto dirigente centrista ouvido pelo Expresso.


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