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Brexit: um texto para ler hoje ou amanhã, agora ou depois

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ILUSTRAÇÃO STEPHFF

Pode acontecer que as urnas ainda estejam abertas quando ler este texto. Pode acontecer que já estejam fechadas ou até que já se saiba os resultados. Mas seja qual for o momento em que este texto for lido, não corremos o risco de desatualização: porque analisa como o Reino Unido e não só debateram os receios e os desejos, as ilusões e as deceções, os êxitos e os fiascos de pertencer à União Europeia. E é uma discussão que não podemos esquecer

Pedro Cordeiro

Pedro Cordeiro

enviado a Londres

Imigração. Dominou a campanha e foi mesmo um dos motores do referendo. O primeiro-ministro, David Cameron, quebrou estrepitosamente a promessa de reduzir para “dezenas de milhares” a imigração líquida (isto é, os que entram menos os que saem) do Reino Unido. As últimas estatísticas oficiais dizem que tal cifra é de 333 mil. Daí que a franja mais à direita do seu Partido Conservador e o ascendente Partido para a Independência do Reino Unido (UKIP) o tenham pressionado a fazer a consulta popular.

É o tema preferido dos apoiantes do Brexit (saída), que garantem que controlar a imigração é impossível sob as regras de livre movimento de pessoas e bens da União Europeia. Quando Cameron levou a cabo a sua renegociação dos termos da participação britânica na UE, em fevereiro, os parceiros europeus deixaram claro que aquele princípio era intocável. Embora não esteja na zona Schengen (sem fronteiras), o país tem, pois, de o respeitar enquanto for membro da UE.

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