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Ban Ki-moon vai a Lesbos apoiar os refugiados

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INTIME/Reuters

O secretário-geral da ONU foi hoje a Lesbos criticar o acordo da União Europeia relativamente aos refugiados. "O mundo tem a riqueza e o dever de estar à altura do desafio".

Esta manhã, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, deslocou-se à ilha de Lesbos, na Grécia, para fazer um "statement" político. "A detenção não é a resposta - e deve acabar imediatamente", afirmou. De há três meses para cá, desde que a União Europeia assinou o acordo com a Turquia, as novas chegadas de refugiados são automaticamente enviadas para centros de detenção, que se encontram sobrelotados. Isso travou brutalmente o número de novos refugiados na Europa - antes, chegavam 1500 pessoas por dia às ilhas gregas, e hoje, o número não chega às 50. Mas Ban Ki-Moon alerta que, em compensação, em média, morrem todos os meses 450 pessoas no Mediterrâneo - "o equivalente a dois aviões intercontinentais cheios".

O secretário geral das Nações Unidas deixou um alerta à comunidade internacional para ajudar a Grécia e cuidar dos 50 mil requerentes de asilo no país - quase 8500 num limbo legal. "Reconheço as dificuldades. Mas o mundo tem a riqueza, a capacidade e o dever de estar à altura do desafio". Esta visita acontece um dia depois da organização Médicos Sem Fronteiras ter anunciado que vai recusar dezenas de milhões de euros em fundos europeus, como forma de protesto contra o acordo de devolução de refugiados à Turquia. Desde 20 de Março, data em que o acordo UE/ Turquia foi assinado, todas as pessoas que desembarcam nas ilhas gregas são enviadas para centros de detenção - que estão sobrelotados, sem condições humanitárias, e onde vários requerentes de asilo já tentaram suicidar-se.