Siga-nos

Perfil

Expresso

Dossiês

Crescimento económico vai abrandar no próximo ciclo político

  • 333

Seja qual for o próximo primeiro-ministro, o ciclo económico que o espera perspetiva-se desacelerado

Alberto Frias

FMI avisa que a retoma vai moderar em 2016 e 2017 e que o saldo externo vai reduzir-se. Mantém que o défice orçamental só descerá abaixo de 3% no próximo ano e que o governo saído das eleições de outubro vai ter de retomar o processo de reformas e avançar com mais medidas de ajustamento

O crescimento da economia portuguesa vai abrandar nos próximos dois anos, prevê o Fundo Monetário Internacional (FMI) no segundo relatório de monitorização do período pós-resgate, divulgado esta quinta-feira. O PIB cresceu 1,5% no primeiro trimestre de 2015 e deverá expandir-se 1,6% no conjunto do ano, mas em 2016 e 2017 crescerá menos, 1,5% e 1,4% respetivamente.

A pedalada de 2015, com uma aceleração da retoma de 0,9% em 2014 para 1,6% no ano em curso, não vai conseguir manter-se. A dinâmica das exportações vai abrandar e a dinâmica das importações vai acelerar e o saldo externo vai diminuir em 2016 e 2017 para níveis inferiores a 1% do PIB, depois de uma subida de 0,6% para 1,1% de 2014 para 2015. É este o quadro de previsões macroeconómicas que vai defrontar o novo ciclo político saído das eleições legislativas de outubro.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI