25/05/2012 atualizado às 0:46
Página Inicial » Blogues » Daniel Oliveira: Antes pelo contrário » Dizer à máfia que não pagamos

Dizer à máfia que não pagamos

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Terça feira, 5 de abril de 2011

Depois das aventuras na bolha imobiliária e da crise do subprime, as empresas financeiras ficaram à beira do colapso. Para pagar as suas irresponsabilidades os Estados foram chamados a intervir. A primeira ajuda fez-se através da nacionalização do prejuízo. A Irlanda foi mesmo obrigada a aceitar ajuda externa e a consequente destruição da sua economia para impedir que a falência dos bancos nacionais espalhasse o pânico na city londrina. Em Portugal, a nacionalização do BPN fez-se de forma cirurgica. O Estado ficou com os buraco e, generoso, deixou o que valia alguma coisa - a SLN - nas mãos dos acionistas.

Quem esperava que, depois disto, os responsáveis fossem punidos rapidamente percebeu que não estavamos a reformar um sistema que põe as vidas de milhões de pessoas à mercê da ganância de jogadores. Estavamos a salvar esse sistema.

Salvo o que estava prestes a falir com os dinheiros dos contribuintes, ainda faltava ir buscar o resto ao pote público. Começou então o ataque às dívidas soberanas. Aproveitando os absurdos institucionais europeus e a certeza de que na Europa cada um trataria apenas de si, as economias mais frágeis do euro foram a vítima preferencial. O que não foi sacado através das ajudas públicas foi-se buscar através de juros usurários. Basicamente, as economias mais frágeis passaram a trabalhar para pagar uma mesada à banca, pedindo emprestado para pagar os juros. E quanto mais pedem mais os juros aumentam, numa espiral que só acabará quando todo o sangue for sugado.

Tal como aconteceu com subprime, as agência de notação têm um papel central no assalto. Se antes sobrevalorizavam lixo, agora sobrevalorizam o risco. A pressão política para o pedido de "ajuda" externa não é mais do que o apelo para que campangas venham buscar o dinheiro à força. E a extorsão faz-se à custa do Estado Social. O dinheiro que os Estados gastam em saúde, educação, pensões e serviços públicos tem de ser transferido para pagar juros impossíveis. Trata-se de uma transferência de recursos públicos que ainda não acabou. Ela chegará ao fim com a destruição do Estado Social. A esse processo dá-se o pomposo nome de "reformas estruturais".

Portugal, Grécia, Irlanda e Espanha estão a ser abusados por um novo tipo de máfia que, na ausência de poderes públicos e de políticos corajosos, deixam um rasto de destruição por onde passam. Resta às vítimas três possibilidades: ou entregam tudo o que têm, ou pedem proteção aos mafiosos para que o roubo se faça de forma mais ou menos ordenada ou dão, em conjunto, um murro na mesa.

A solução começa com duas palavras: "não pagamos". Quando elas forem ditas, em conjunto, por estes quatro países, a Alemanha e a União Europeia mudam, em apenas um minuto, de atitude. É provável que os contribuintes alemães não estejam dispostos a pagar as dividas dos outros. O que eles não sabem é que, quando participam na "ajuda" aos países periféricos, estão a pagar o bailout da banca alemã. Ou seja, estão a pagar a salvação da sua própria economia.

Só no dia em que estes países disserem que, nestas condições, não dão nem mais um tostão para este peditório se começará a discutir a reestruturação da dívida. Não se trata de um favor. Trata-se de pagar o que se deve em condições aceitáveis. Trata-se de um ato de justiça. Pagar com juros decentes e num tempo praticável.

Quando quiseram obrigar a Irlanda a subir o seu IRC - bem abaixo da média europeia - ela fez esta ameaça. O recuo europeu foi imediato. Tivessem os governantes irlandeses tanta coragem para defender os direitos sociais como tiveram para defender o seu dumping fiscal e os seus concidadãos estariam hoje bem melhor.

A escolha que estes Estados têm de fazer é simples mas arriscada. Simples porque resulta de uma revolta legitima: não temos de pagar, com o nosso trabalho, através de juros impensáveis, as irresponsabilidades de quem andou a brincar com o fogo. Arriscada porque vão continuar, como qualquer Estado, a precisar de financiamento. Mas é a única opção: obrigar a Europa a defender os Estados que aceitaram entrar no euro. Nem que seja pela ameaça. Ou isto, ou a destuição por décadas de várias economias.

Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
Página 1 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
ordenar por:
mais votados ▼
Fantasias
moncarapacho (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 8:52 | Terça feira, 5 de abril de 2011
Espera-se de quem escreve artigos de opinião, que tenha os pés na terra e não voe demasiado alto , nos seus sonhos.
Com a dependência que temos em energia, cereais, só para falar dos mais evidentes, qualquer posição de não pagar, seria puro suicídio.
Importações de petróleo e gás, como pagávamos???
E o pão???
Teríamos que estar preparados para deslocações maciças de população das periferias das cidades para os campos, cultivando cada metro quadrado, pouco faltando para voltarmos para as cavernas, à luz de velas.
Há por aí uns filmes americanos que especulam com o "dia seguinte" após uma guerra atómica.
Seria qualquer coisa parecida!!!!
Mesmo no disparate, há que ter contenção!!!
 
 Regras da comunidade
    Re: Fantasias    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 9:13 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: Fantasias    Ver comentário
Sara Alexandra Antunes (seguir utilizador), 2 pontos , 10:53 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: Fantasias    Ver comentário
Zé Provinciano (seguir utilizador), 1 ponto , 23:51 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: Fantasias    Ver comentário
Sara Alexandra Antunes (seguir utilizador), 1 ponto , 14:09 | Quarta feira, 6 de abril de 2011
    Re: Fantasias    Ver comentário
Zé Provinciano (seguir utilizador), 1 ponto , 17:57 | Quarta feira, 6 de abril de 2011
    Re: Fantasias    Ver comentário
nplima (seguir utilizador), 1 ponto , 10:50 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: Fantasias    Ver comentário
Sara Alexandra Antunes (seguir utilizador), 1 ponto , 12:34 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: Fantasias    Ver comentário
Neo-Albatroz (seguir utilizador), 1 ponto , 11:52 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: Fantasias    Ver comentário
Alfa Tuga (seguir utilizador), 1 ponto , 22:57 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: Fantasias    Ver comentário
MudemAcassete (seguir utilizador), 1 ponto , 0:37 | Quarta feira, 6 de abril de 2011
    Re: Fantasias    Ver comentário
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 7:55 | Quarta feira, 6 de abril de 2011
    Re: Fantasias    Ver comentário
tiago_1979 (seguir utilizador), 1 ponto , 9:02 | Quarta feira, 6 de abril de 2011
    Re: Fantasias    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 17:16 | Quarta feira, 6 de abril de 2011
Um País só resiste com um lider de confiança
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 8:33 | Terça feira, 5 de abril de 2011
E Sócrates falhou: no carácter,na estratégia e nas alianças.Mentiu ao Parlamento,queria as obras faraónicas e juntou-se a Louçã e Alegre.
O Povo assim não confia e nem se junta a um "lider" assim para resistir aos especuladores do dinheiro.
As eleições são a 5 de Junho: Portugal já tem Cavaco.Falta agora que o Povo Português dê o seu voto a uma alternativa de resistência e mobilizadora da sociedade , elegendo um Governo que governe e não se governe.Basta isso e sairemos deste pântano onde Sócrates em seis anos afundou a nação lusiada.
 
 Regras da comunidade
    Central de propaganda laranja    Ver comentário
George Rupp (seguir utilizador), 2 pontos , 9:17 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    5 de Junho: Sócrates fora dos carros do Estado    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 9:41 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    5 de Junho: Sócrates fora dos carros do Estado    Ver comentário
Trolha da Areosa (seguir utilizador), 2 pontos , 10:44 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Sócrates quer o TGV    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 11:32 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: 5 de Junho: Sócrates fora dos carros do Estado    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:47 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: 5 de Junho: Sócrates fora dos carros do Estado    Ver comentário
Yukon (seguir utilizador), 1 ponto , 11:33 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Andar de autocarro e a pé.    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 11:40 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Não respondeu    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 17:40 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: Não respondeu    Ver comentário
Joãozinho.12 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:44 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: Central de propaganda laranja    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 9:47 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: Central de propaganda laranja    Ver comentário
fmart8 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:47 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Lagomorfo    Ver comentário
George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 14:59 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: Lagomorfo    Ver comentário
fmart8 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:54 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Cabeçudos    Ver comentário
George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 16:27 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: Cabeçudos    Ver comentário
fmart8 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:40 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: Cabeçudos    Ver comentário
George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 17:55 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: Cabeçudos    Ver comentário
fmart8 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:34 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    O problema não é o povo ser impressionavel ...    Ver comentário
turrican (seguir utilizador), 1 ponto , 1:19 | Quarta feira, 6 de abril de 2011
    Re: Central de propaganda laranja    Ver comentário
Alfa Tuga (seguir utilizador), 1 ponto , 23:04 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: Um País só resiste com um lider de confiança    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:26 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Sócrates quer as LUVAS do TGV    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 11:36 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: Sócrates quer as LUVAS do TGV    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:49 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: Sócrates quer as LUVAS do TGV. a venda da Caix    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 14:59 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: Um País só resiste com um lider de confiança    Ver comentário
qqcosa (seguir utilizador), 1 ponto , 9:08 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Sócrates,Louçã,Alegre e Jerónimo de Sous    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 9:39 | Terça feira, 5 de abril de 2011
NÃO PAGAMOS????LOUCURA TOTAL...
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 9:12 | Terça feira, 5 de abril de 2011
Essa é a versão kamikaze de um suicídio coletivo. Se alguém fizer isso, entrávamos numa espiral de fome e violência e tornávamo-nos num país do 3º mundo.

Espero que nunca cheguemos a esse estado de loucura.

Quando se faz um comentário aventureirista há que contar que os leitores não são estúpidos.

Esta solução destruia Portugal por 100 anos, no mínimo.
 
 Regras da comunidade
    Re: NÃO PAGAMOS????LOUCURA TOTAL...    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 11:05 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: NÃO PAGAMOS????LOUCURA TOTAL...    Ver comentário
qqcosa (seguir utilizador), 1 ponto , 12:45 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: NÃO PAGAMOS????LOUCURA TOTAL...    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 17:26 | Quarta feira, 6 de abril de 2011
    Re: NÃO PAGAMOS????LOUCURA TOTAL...    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 15:26 | Sábado, 9 de abril de 2011
DO
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:21 | Terça feira, 5 de abril de 2011
Qual máfia, a do governo?
Pois pelos actos cometidos de nos levarem a esta situação.
 
 Regras da comunidade
Dizer à máfia que não pagamos
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:12 | Terça feira, 5 de abril de 2011
A Europa não está a cumprir o papel que lhes compete. Liberdade, Fraternidade e Solidariedade, não podem ser palavras vãs. A civilização Europeia assenta nestas três palavras e se as mesmas forem esquecidas adeus Europa. Terminado o Império e o orgulhosamente só, restava-nos esta saída. Por exigência e não só acabamos com a nossa agricultura e pesca, mas também com a Industria e comércio, que era feito na maior parte com as colónias. Saímos de uma ditadura a passamos a viver em Democracia. Longe vão as esperanças com a nossa adesão e a ilusão com a entrada no Euro. Hoje compramos e vendemos na maior parte para a Europa. Protestamos com o que gastamos com um TGV, mas não o fazemos da mesma maneira com os Submarinos, os F16 e os carros de combate. Foi com o mesmo pensamento que construímos o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém e o Convento de Mafra. É verdade não faltou também o Centro Cultural de Belém a casa da musica e os estádios de futebol. Continuamos a protestar contra as autoestradas e contra tudo o que seja desenvolvimento e modernidade. Quando temos possibilidades nunca soubemos aproveitá-las. Somo o emigrante coletivo que ao ter algum dinheiro só pensa em construir a maison igual há do patrão, mesmo que fique às moscas e sirva só para inglês ver. No fundo não passamos de uns pilha galinhas. Nem nos governamos nem nos deixamos governar.
 
 Regras da comunidade
    Re: Dizer à máfia que não pagamos    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 17:40 | Quarta feira, 6 de abril de 2011
    Re: Dizer à máfia que não pagamos    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 20:34 | Segunda feira, 11 de abril de 2011
Realçar as consequências, ignorando as causas
CM84 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:09 | Terça feira, 5 de abril de 2011
Este blogue provoca inúmeros comentários. Causa polémica. Valorizando a publicidade, mas descredibilizando o jornal.

Será este o raciocínio do BE, ou será a estratégia de “fingidor” de extrema esquerda, com o objectivo de ocultar os erros desta (des)governação?

O esforço de responsabilizar os EFEITOS e ocultar as CAUSAS, assim me leva a crer. Caso contrário, só se admitisse estar perante um “pobre-de-espírito”, o que não é o caso.

Não é coincidência o artigo de Mário Soares no DN de hoje. Parecendo à primeira vista, um caso de “xexézice”, é, na realidade, a prova de uma enorme esperteza não saloia, mas política.

Há portanto, toda uma campanha de despudorada desculpabilização, em que se conta com a receptividade do nosso infantilismo democrático.

Distribuiu-se (desigualmente) nos últimos anos, mais de 50.000 milhões. Descontando os 3.000 milhões do BPN+submarinos, onde estará o resto? Nas grandes obras públicas não devem estar, porque ainda não as pagámos.

Será porque não sabemos gerir? Impossível, pois temos os gestores públicos pagos ao nível dos “Mourinhos” da gestão.

  Comparando com o Pres. da Reserva Federal dos USA: 130.000 euros/ano, temos: BP- 240mil; Tap-630mil; CGD-560mil; CTT-330mil; RTP-250mil; ANA-200mil; Metro do Porto-150mil; Águas de P.-200mil; Parpública-250mil. Isto sem contar com os infindáveis prémios.

Estará esse dinheiro, nos carros e condomínios sempre vendidos? Ou foi subsídios aos desempregados (tomando Vara, como bitola)?
 
 Regras da comunidade
    Re: Realçar as consequências, ignorando as causas    Ver comentário
fmart8 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:52 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: Realçar as consequências, ignorando as causas    Ver comentário
CM84 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:13 | Quarta feira, 6 de abril de 2011
Re: Dizer à máfia que não pagamos
vassili zaitsev (seguir utilizador), 1 ponto , 9:04 | Terça feira, 5 de abril de 2011
Para que tal aconteça é preciso cortar o cordão umbilical que liga os políticos e governantes a o mundo financeiro .

Um governante que teria a coragem de dizer não ou é suicida ou teria que ter o apoio total do seu povo e dos outros políticos.
Por isso vamos continuar na mesma a votar nos mesmos e depois pagaremos por esse erro. .
 
 Regras da comunidade
Não pagamos o "tanas".
3AA (seguir utilizador), 1 ponto , 9:26 | Terça feira, 5 de abril de 2011
Se eu for a um beco escuro, mal frequentado, pedir dinheiro emprestado a uns senhores de boné virado ao contrário e se não pagar apanho primeiro um bom par de lambadas, e depois pode-me acontecer qualquer coisa pior...
Em vez de escrevêr que "A solução começa com duas palavras: "não pagamos", eu escreveria antes "A solução começa com duas palavras: "não pedimos emprestado". Porquê? Porque quando não temos perspectivas de poder pagar uma dívida não pedimos dinheiro emprestado, pois corrermos o risco de justamente ser considerados caloteiros calculistas...
 
 Regras da comunidade
    Re: Não pagamos o    Ver comentário
c.gomes (seguir utilizador), 1 ponto , 0:35 | Quarta feira, 6 de abril de 2011
    Re: Não pagamos o    Ver comentário
3AA (seguir utilizador), 1 ponto , 7:37 | Quarta feira, 6 de abril de 2011
    Re: Não pagamos o    Ver comentário
APCarvalho (seguir utilizador), 1 ponto , 16:19 | Quarta feira, 6 de abril de 2011
    Re: Não pagamos o    Ver comentário
dwid (seguir utilizador), 1 ponto , 19:06 | Quarta feira, 6 de abril de 2011
Nem tanto ao mar...
fmart8 (seguir utilizador), 1 ponto , 9:48 | Terça feira, 5 de abril de 2011
Caro Daniel Oliveira,
Concordo na generalidade com a sua opinião mas acho que temos de a temperar um pouco.
A minha opinião de não-economista, não-tachista, leigo, mas informado é de que chegamos onde chegamos porque:
1. Caímos na esparrela de pagar dívidas com dívidas;
2. Cada Estado europeu tem enfrentado o problema isoladamente;
3. Zé Pinto.

Quem se lembra do Teixeira dos Santos ter dito que se as taxas passassem os 7% mais valia chamar o FMI?

Não se tendo atacado o problema na altura própria (2009, pelo menos) e tendo o magnífico Zé Pinto esticado a corda para obter a máxima vantagem política, a opção Ajuda Externa é há muito inevitável. Esperem pela tomada de posse do novo governo e contemplem!

Mas a restruturação da dívida pode ser usada como complemento à Ajuda Externa. Existe essa opção, mas sendo os nossos políticos o que são, vai ser convenientemente «esquecida»...

http://economia.publico.p... ivida_1487436
 
 Regras da comunidade
ya e de volta...
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 11:24 | Terça feira, 5 de abril de 2011
dão-nos um beijinho....
 
 Regras da comunidade
O que ninguém fala...
Yukon (seguir utilizador), 1 ponto , 11:41 | Terça feira, 5 de abril de 2011
O que ninguém fala, nem os nossos jornalistas, nem os nossos infindáveis comentadores é que o que estamos a assistir é a 2ª volta do Boomerang da crise de 2008/2009. O que pensam? Acham que todos aqueles CDOs e CDSs desapareceram por obra e graça do Espírito Santo? Não! Quem os tem na mão está agora na aposta cerrada contra estados soberanos como Portugal e similares para tentar compensar o buraco em que se encontram. Claro que isto não convém dizer porque na realidade todos os grandes Bancos internacionais, nomeadamente Ingleses, Alemães, Franceses, Suiços, Americanos e outros estão entalados até ao pescoço. As empresas de Rating estão, mais uma vez a dar-lhes uma preciosa ajuda. Mas isto vai durar até quando? Depois de Portugal, Espanha e Itália, o que acontecerá? Onde é que esses bancos irão compensar os mega-buracos que têm? Noutras épocas faziam-se guerras por menos!
 
 Regras da comunidade
Bluff!
Amunike (seguir utilizador), 1 ponto , 11:43 | Terça feira, 5 de abril de 2011
Acho bem que se dê um murro na mesa, tal como fizeram os islandeses. Só que para dar esse murro na mesa é preciso estar preparado e ter um caminho a seguir no caso do murro da mesa não conseguir assustar os credores. É preciso ter um caminho alternativo tal como tiveram os islandeses. Ora ninguém em Portugal tem sequer pistas sobre a existência de tal caminho. Mesmo o Daniel só tem como solução o murro na mesa na perspectiva de que isso assuste os nossos credores (com receio de não verem as suas dividas pagas) e os faça mudar. Se no entanto o murro na mesa não os conseguir assustar o "não pagamos" terá óbviamento como consequência que não nos emprestam mais dinheiro e aí já o Daniel não tem qualquer ideia sobre o que devemos fazer. Dar o murro na mesa quando toda a gente está habituada a viver do dinheiro do Estado e quando este tem que se financiar quase a 100% no exterior seria um bluff de tal forma grosseiro que ninguém se deixaria enganar por ele!
 
 Regras da comunidade
    Re: Bluff!    Ver comentário
Neo-Albatroz (seguir utilizador), 1 ponto , 12:02 | Terça feira, 5 de abril de 2011
    Re: Bluff!    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 19:25 | Quarta feira, 6 de abril de 2011
Bravo!
Neo-Albatroz (seguir utilizador), 1 ponto , 11:48 | Terça feira, 5 de abril de 2011
Totalmente de acordo! Ou nos colocam condições decentes, ou deixamos de pagar. E depois ficamos a ver alguns bancos europeus a darem o estoiro.

Proponho ainda que os países do sul da Europa (Portugal, Espanha, Itália e Grécia) saiam do euro e criem uma moeda única própria que possa ser desvalorizada relativamente ao euro, e permita reconquistar uma parte dos mercados.
 
 Regras da comunidade
    Re: Bravo!    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 17:21 | Quarta feira, 6 de abril de 2011
Não vale a pena ameaçar.....
Borrifador (seguir utilizador), 1 ponto , 13:00 | Terça feira, 5 de abril de 2011
Porque não vamos ter mesmo dinheiro para pagar
 
 Regras da comunidade
CONCORDO!
MárioJTAlmeida (seguir utilizador), 1 ponto , 13:54 | Terça feira, 5 de abril de 2011
Mais uma vez, não posso concordar mais com o Daniel Oliveira.
Ainda há meia dúzia de homens valentes capazes de mandar os campangas à tábua e meter o rabo destes aprendizes de D. Corleone entre as pernas.
O problema não é esse!
O problema é que essa meia dúzia de homens valentes vai depois ter de explicar à malta que os encorajou que ... vão ter de pegar na enxada (no sentido literal do termo) e largar os iPads (e os Magalhães e as Playstations e as 3DSs).
No dia em que isso acontecesse lá teriamos a esquerda (incluindo a do Largo do Rato), na Avenida da Liberdade, aos berros, obrigada a vir para a rua gritar.
 
 Regras da comunidade
Página 1 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
PUB
 
Email
O Expresso no
Arquivo
PUB




Para acabar de vez com a cultura
8:00 Quinta feira, 24 de maio de 2012, 47
Tribunal censura denúncias de ilegalidades
8:00 Quarta feira, 23 de maio de 2012, 39
Miguel Relvas: obviamente, demita-se
8:00 Terça feira, 22 de maio de 2012, 97
Relvas, as pressões aos jornalistas e os silêncios
9:47 Segunda feira, 21 de maio de 2012, 77
Catastroika
8:00 Sexta feira, 18 de maio de 2012, 50
Tribunais aliados da corrupção
8:00 Quinta feira, 17 de maio de 2012, 32
Austeridade? Nem muita, nem pouca.
8:00 Quarta feira, 16 de maio de 2012, 59
Os sermões de Pedro e a realidade
8:00 Terça feira, 15 de maio de 2012, 81
Um rapazola a quem calhou ser primeiro-ministro
8:00 Segunda feira, 14 de maio de 2012, 226
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
MBA
IAB