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Dividir para reinar

Passos Coelho virou as baterias contra os pobres e os desempregados. As crises sempre ajudaram a convencer quem nada tem que a culpa é do seu vizinho. E que cada direito conquistado no século passado não passa de um privilégio.

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
9:00 Segunda feira, 12 de abril de 2010

No momento em que vamos sabendo quanto ganham em prémios, em plena crise, gestores de topo de empresas participadas pelo Estado, Passos Coelho virou as suas baterias contra aqueles que, invariavelmente, são tratados como parasitas: os que menos têm. É natural que assim seja: pôr na ordem os rendimentos de António Mexia é bem mais difícil e arriscado do tratar os desempregados como suspeitos.

Passos Coelho não precisou de mais do que 15 dias para usar a mais fácil das receitas: alimentar o ressentimento contra as principais vítimas da crise. No Congresso do PSD, onde se juntaram tantos candidatos a boys ansiosos pelo regresso do poder, explicou que aqueles que recebem subsídios têm de retribuir com trabalho para comunidade (ONG's, juntas de freguesia, etc).

Vou tentar explicar isto devagarinho: aqueles que recebem, por exemplo, o subsídio de desemprego são os mesmos que pagaram as suas prestações à segurança social. Eles deram a sua parte. O que recebem não é nem uma esmola nem um favor. É um direito. Um direito pelo qual pagaram ao longo dos seus anos de trabalho e descontos. O dinheiro não é nem de Sócrates, nem de Passos Coelho, nem das juntas de freguesia ou ONG's onde os querem pôr de castigo. É deles. Foi pago por eles. Eles são a sociedade que deu e que agora recebe. Que foi solidária e que agora precisa da solidariedade. Não são criminosos condenados a "trabalho para a comunidade".

Há uns dias, num desses fora televisivos em que os cidadãos dizem de sua justiça, um desempregado gritava contra os privilégios dos funcionários públicos que "não sabem o que é trabalhar". Uns minutos depois, um funcionário público, irado, perguntava ser seria justo que um desempregado, "que está em casa sem fazer nada", recebesse os mesmos 600 euros que ele, que todos os dias tem de fazer pela vida.

É assim que estes senhores, de Paulo Portas a Pedro Passos Coelho, querem os cidadãos: a esgatanharem-se pelas migalhas que sobram. Convencidos que a culpa da sua miséria é do miserável que mora ao lado. E um dia destes, convencidos que culpa da sua miséria é deles próprios.

Assim, entretidos uns com outros, não põem em causa os fundamentos da desigualdade social neste país. Assim, espalhando as culpas pelas aldeias, estaremos todos dispostos a exigir menos. A olhar para os direitos que demorámos décadas a conquistar como privilégios. Prontos para sermos aliados de quem quer destruir esses direitos em vez de lutarmos pelos nossos.

Por mim, sei o que a história nos ensinou: que dividir para reinar sempre foi a melhor estratégia. E que a ela só se resiste percebendo que aqueles que vivem do seu trabalho só têm uma força que os salve: a que toma cada ataque a um direito de alguém da sua condição como um ataque a si próprio.

A função do discurso contra os supostos "direitos adquiridos" (que se deviam chamar "direitos conquistados") é simples: transportar o trabalhador de novo para o século XIX. Mas talvez quando voltarmos todos a trabalhar à jorna e nada nos segurar no desespero do desemprego voltemos a perceber quem são realmente os privilegiados.

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Quem não deve não teme
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 9:49 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
Anda muita gente a viver á pala do trabalho dos outros.E é preciso moralizar a distribuição da riqueza do País a todos os níveis.
Seja o papa o pecador ou o mais anónimo dos fieis:todos devem ser chamados á pedra.
E quando quem não deve não teme ninguém deve ficar preocupado quando o cidadão que trabalha pergunta e quer saber para onde vai o que desconta ,todos os meses.
 
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    Re: Quem não deve não teme    Ver comentário
sacristão (seguir utilizador), 1 ponto , 10:28 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
    Re: Quem não deve não teme    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 12:42 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
    Re: Quem não deve não teme    Ver comentário
sacristão (seguir utilizador), 1 ponto , 15:35 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
    Re: Quem não deve não teme:LIMPAR A POLITICA    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 16:28 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
    Re: Quem não deve não teme:LIMPAR A POLITICA    Ver comentário
sacristão (seguir utilizador), 1 ponto , 21:14 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
    Re: Quem não deve não teme    Ver comentário
joao eduardo correia (seguir utilizador), 1 ponto , 16:26 | Sexta feira, 16 de abril de 2010
A direita em Portugal há muito tempo que tem
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 2 pontos , 10:08 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
um plano bem definido e infelizmente com a colaboração do actual partido socialista. A Constituição progressista de Portugal tem sido sistemáticamente revista no sentido de possibilitar a hegemonia dos mais poderosos em detrimento da generalidade da população como se tem visto. Dizem eles que é para a actualizar aos tempos modernos. Aproveitam-se do pouco investimento que os governos que têm estado no poder na Cultura e na indiferença da população para ir avançando nos seus propósitos, mas há-de chegar uma altura que as pessoas, dadas as dificuldades, as injustiças e a corrupção se levantarão para mudar esta triste situação. Foi sempre assim na História dos povos...
 
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Dividir para reinar
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:47 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
Pelomenos já lá vão trinta anos que algumas vozes se levantaram que estavamos a gastar o que não tinhamos. Que em termos colectivos estavamos a hipotecar o futuro dos nossos filhos e netos. O mais grave de tudo isto não era para fazer obra, porque essa ainda fica e muita pode gerar mais valias, mas pura e simplesmente para consumo. É verdade que quem nunca teve nada, não pode ser condenado querer ter alguma coisa e principalmente uma vida melhor, mas quem sempre teve tudo, continuar a ter cada vez mais sem necessitar, é que já me parece despropositado. É sem duvida uma velha questão entre esquerda e direita, cada um a querer apropriar-se da mesma e quanto a mim não tem nada a ver com ismos ou religiões. Há direitos que não se adquirem, podem é ter sido sonegados ou roubados. Alguém entende que qualquer ser humano não tenha direito à sua alimentação, desde que elas exista em abundância, como é o caso no Mundo actual. Ou há moral ou comem todos. A maior parte dos portugueses já percebeu que são necessárias reformas e até aceitam os sacrifícios, mas não aceitam que uns comam tudo e os outros fiquem sem nada. Todos reclamam a reforma da Justiça, da Saúde e da Educação, mas todos sabemos que mesmo com maioria absoluta será impossivel levá-la por diante, se no mínimo os dois maiores partidos não se entenderem. Não é tarefa para uma só Legislatura e um só partido.
 
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    E alguém foi responsabilizado? Foi para a cadeia?    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 11:42 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
    Re: E alguém foi responsabilizado? Foi para a cad    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:02 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
Daniel de Oliveira
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:40 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
De que se estava à espera deste radicalista da extrema esquerda, senão por "pegar" num tema que é muito caro a quem não aspira a ser poder?
Vira-se para António Mexia .
Porque não chama os bois pelos nomes ?
Se ele auferiu aquele montante, será que a culpa é dele ?
Não fôram os accionistas, que lhe atribuíram tal valor ?
O accionista maioritário, neste caso o Estado, não foi quem avalizou essa retribuíção ?
A si, se conseguir que o Expresso lhe pague pelas suas crónicas um montante que não mereça, a culpa é do Expresso, ou é sua ?
Para captar simpatias vira-se igualmente para aqueles que muitos deles recebem mais de mil euros por mês e andam a roçar o rabo pelos cafés.
Oferecem-se-lhes emprego, mas arranjam sempre forma de o rejeitarem.
Claro, é muito mais fácil um "emprego" destes !
Mas, quem paga são os contribuintes...
Fazem-se fiscalizações, mas as mesmas deixam muito a desejar.
Isto mesmo foi-me confirmado, ontem por uma funcionária da Segurança Social.
Não passa de um de uma vista de olhos pelos processos !
Acha isso bem ?
Não se incomoda por este autêntico "rapinanço" aos contribuintes ?
Disto é que devia falar...

 
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    Re: Daniel de Oliveira    Ver comentário
jvpaiva (seguir utilizador), 1 ponto , 15:48 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
    A esta ele não vai responder!    Ver comentário
VISCOPE (seguir utilizador), 1 ponto , 17:50 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
    Re: A esta ele não vai responder!    Ver comentário
jvpaiva (seguir utilizador), 1 ponto , 19:51 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
Estamos fartos
Cruzadas (seguir utilizador), 2 pontos , 13:12 | Segunda feira, 12 de abril de 2010

É tudo farinha do mesmo saco. Não tenhamos ilusões. Estamos entregues à bicharada. Este Passos Coelho ainda não o ouvi falar de soluções e ideiais em concreto. É só "treta". Mas a solução "conversa" é a solução que temos vindo a ter há longos anos. Conclusão? Não resulta! Da esquerda à direita só ouço conversa. Medidas concretas para captação de investimento (para o desemprego), nomeadamente Justiça, educação, burocracia, corrupção. Nada, nicles. Parece que é tabú. Anda tudo a rodear o busílis com conversa de encher pneus.

Continuarão a haver Mexias, com estes e com os outros. Eu quero promessas eleitorais concretas na educação, justiça, economia, corrupção, emprego e por aí fora. Se essas promessas não forem cumpridas, o político que as fez deverá ser preso, por mentir ao povo que o elegeu, sem direito à vida política e a reformas durante o período em que foi político. Chega de aldrabões! Chega de pinócrates. Isto e os votos em branco contarem como cadeiras vazias no parlamento.
 
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    Bull´s eye..    Ver comentário
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 16:18 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
    Re: Estamos fartos    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 19:52 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
Ora vamos lá a ver uma coisa...
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 2 pontos , 13:58 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
O PSD só foi um partido social democrata, nos primeiros tempos do 25 de Abril, assim como o CDS até se dizia defensor do Socialismo, Mas depois o PSD optou pelo liberalismo, juntamente com o partido Socialista que se têm alternado no poder por uma politica neo liberal que conduziu o País à catastrofe social. Agora, Passos Coelho quer continuar a enganar os cidadãos com o mesmo sistema politico, falando em reformas onde a sociedade portuguesa sente que está mal. Mas isso não passa de puro oportunismo. O que ele quer é aprofundar ainda mais à direita o neo liberalismo, até porque têm fugido votos para o CDS, privatizando a saúde e a educação que sempre foram os baluartes de qualquer Estado verdadeiramente democratico e social. Agora é bastante significativo quando diz que quer tirar os negácios do Estado. Aqui também revela puro oportunismo porque sabemos que a politica neo liberal do PS, não tem defendido os interesses do Estado.Não disse a quem é que deveria ser entregue tais negácios. A preocupação deles são os negócios quer das privatizações quer de outros em beneficio sempre dos mesmos. O que ele devia ter dito é que os negócios deveriam ser feitos por pessoas capazes de defender os interesses desse mesmo Estado. Quanto à corrupção. Ouvimos Paulo Rangel dizer que doa a quem doer o Freeport, os submsrinos e a Face oculta devia ir até ao fim, mas não mencionou o caso do BPN e outros casos. Portanto, ficámos a entender bem a situação. Agora, vou almoçar, porque já são horas
 
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    Re: Ora vamos lá a ver uma coisa...    Ver comentário
comentador_braga (seguir utilizador), 1 ponto , 18:09 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
Dividir para reinar
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 16:25 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
Num País em que os únicos e verdadeiros privilegiados, são os Políticos de um modo geral, que abandonando o Poder se revezam nas empresas “Públicas, Par públicas e Privadas salvas pelo público em geral”, querer acabar com o subsídio de desemprego ou o rendimento social de inserção, parece-me uma “boa medida!”
Não há nada como cortar-lhes todos os apoios sociais, na presunção de que assim aceitarão qualquer trabalho, pago a qualquer preço, sem regras que salvaguardem a sua estabilidade familiar!
Se não podes estrangulá-los, ao menos mata-os á fome!
 
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é preciso ouvir..
Giz02 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:11 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
é preciso ouvir antes de falar já a minha avózinha dizia...otorrinolaringologista recomenda-se: "todos devem ser chamados á pedra"!!!
 
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Palavras para quê?
loiraburra (seguir utilizador), 1 ponto , 10:46 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
Palavras para quê?
Sim, para quê se é um ARRIVISTA do PSD?
Todos reparámos que soube apontar o dedo aos desempregados, como se de "calaceiros" se tratassem, tal com soube EXIGIR maior apoio para as empresas...só esqueceu N coisas:
PRIMO-no caso das empresas esqueceu quais seriam as contrapartidas que dariam aos apoios
SECONDO-Se há desempregados é porque há empresas mal geridas e com poucas visão e elasticidade face ao mercado
TERCIO-reclama a ausencia do estado em quase tudo...excepto no apoio aos empresários!!!! O:)
e por ÚLTIMO, mas não menos importante ESQUECEU que "enricou" à custa do trabalho que todos NÓS lhe fazemos ao separar o lixo, para que Ele+Aº Correia o vendam para "reciclagem"
Bonito!LIIINDO! Exige que a sociedade não seja solidária com quem contribuíu, mas EXIGE que lhe demos de "mão beijada" o lixinho já separado, para que ele ganhe dinheiro com o NOSSO TRABALHO!
LOL
GOSTO de "pseudo moralistas" que se arvoram em Iluminados, que têem a verdade na mão e que não olham para ELES PRÓPRIOS!O:(
Cumps
 
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Sim... É verdade...
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 10:52 | Segunda feira, 12 de abril de 2010

- ... No Congresso do PSD, onde se juntaram tantos candidatos a boys ansiosos pelo regresso do poder...”

Sim... Sim... Isso é verdade, mas não podemos nos esquecer dos outros boys, os que estão o Poder, e que tudo fazem para não o lugar: corrompem e são corrompidos, comem tudo e também deixam nada.

Sim, também é verdade, a história nos ensinou, que dividir para reinar sempre foi a melhor estratégia.

E é isso o que tem feito o PSD e o PS, num maniqueísmo constante, num jogo do bem contra o mal, o bom contra o ruim, quando, em verdade, o que podemos estatuir sem medo de errar é:

PSD e P S só se diferem à superfície, o substrato onde repousa a variedade é o mesmo: o vício de um oportunismo partidário que não dá tréguas.
 
E em resumo:

“País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha... ( Eça de Queiroz )
 
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    Re: Sim... É verdade...    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 19:57 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
Dividir para reinar
sara09 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:58 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
A partida, faz-me lembrar aquela frase:

"Faz-se primeiro, depois logo se vê, se correr mal põe-se a culpa em terceiros".

Em tempos de crise, servem-se garrafas de óxigénio, na procura de sobreviver e ganhar espaço.

Porém é preciso saber quem tem o telecomando na mão... a partir de onde... e para servir os interesses de quem???

Sara
 
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Fica sempre curto ...
Ricardo37 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:23 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
Apenas peca por não falar na classe politica como um todo, uma vez que, sem excepção, atiram uns Portugueses contra os outros.

Senão veja-se Socrates que quando quer reduzir os beneficios da FP, manda a propaganda atiçar os trabalhadores privados, sendo que no final perdem obviamente ambos. Quando quer esmifrar a classe média - como no PEC - alcovia contra os ricos que fazem operações em hospitais privados e têm os filhos a estudar em exclusivos colégios. O Facto é que basta auferir de 600 ou 700€ de rendimento mensal para ser prejudicado.

Falou Portas em prescindir de um mês de vencimento, logo tendo a aquiescência do PM. Claro que foi apenas conversa. Eles nunca pagam crise alguma. Nem eles, nem quem mais folgadamente poderia ajudar. Não é conversa de esquerda. São factos. Em 2009 a banca lucrou mais que em 2008 e ... pagou menos 20% de impostos.

Quanto aos beneficiários das ajudas dos outros Portugueses, não vejo porque razão não podem - dentro de balizas inteligentes - ajudar em retorno, sendo certo que se muitos desses beneficiários ganharam o pleno direito a essas ajudas, muitos outros nada fizeram para o merecer.

 
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Virar baterias contra os mais pobres.
JJFF (seguir utilizador), 1 ponto , 11:25 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
A Segurança Social é estruturalmente deficitária, porque suporta imensos encargos para além do pagamento dos subsídios de desemprego, sendo evidente que se dependesse exclusivamente das receitas provenientes dos descontos dos contribuintes já tinha fechado.
Dizer-se que cada beneficiário do subsídio de desemprego, não está a receber menos do que lhe é devido por direito é uma verdade, mas não menos verdade é que as importâncias recebidas por cada desempregado, são regra geral, amplamente superiores aos descontos efectuados por estes, representando um péssimo negócio para a SS em favor do beneficiário. Esse péssimo negócio da SS tem que ser coberto por impostos da generalidade dos contribuintes, daí que seja razoável que se peça aos desempregados algum esforço a favor da comunidade. A este esforço chama-se justiça social e não virar baterias contra os mais pobres.
 
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Ladrões?
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 11:50 | Segunda feira, 12 de abril de 2010

E aonde foi parar o dinheiro que agora nos faz tanta falta?

Na compra de submarinos, fragatas, tanques, caças, etc... E quando demoramos na execução de projetos como Alqueva, Odelouca, etc., e ainda no capítulo das barragens temos: o abandono de Fozcoa.

Derrapou-se em prazos e orçamentos na Casa da Música, aeroporto Sá Carneiro, Ponte da Europa, em Coimbra, no Pendular Alfa , o nosso tegevezinho Lisboa-Porto, e... O nosso dinheiro foi parar no lixo junto com os estudos do aeroporto na Ota, e para não me alongar muito mais:

“...As obras públicas em Portugal custam, em média, o dobro do inicialmente previsto. Esta é a principal conclusão de um estudo apresentado esta semana no Tribunal de Contas por Luís Valadares Tavares e António Flor, a partir de uma tese de doutoramento do segundo que foi co-orientada pelo ex-presidente do Instituto Nacional de Administração.

Numa análise a 73 empreitadas, que segundo Valadares Tavares foram escolhidas por terem sido auditadas pelo Tribunal de Contas, conclui-se que a fatura final dos projetos adjudicados apresentou um desvio de 102% em relação ao valor adjudicado. O agravamento dos custos face às estimativas iniciais variou entre 8% e 724% num conjunto de obras que incluem, entre outras, a Expo-98, os estádios do Euro-2004 ou várias empreitadas do Metro de Lisboa...”

E alguém foi responsabilizado ou foi para a cadeia?
 
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    Re: Ladrões?    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 19:42 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
Intelectualmente desonesto
éofimdapicada (seguir utilizador), 1 ponto , 12:04 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
O autor ou não ouviu o discurso integral de Pedro Passos Coelho e nesse caso não devia comentar o mesmo, ou pior, ouviu de forma selectiva para criar argumentos para fazer aquilo que mais gosta, que é como se sabe a par do insigne Santos Silva, "malhar na direita".
1 - No discurso de encerramento PPC dedicou uma grande parcela do tempo aos rendimentos dos quadros dirigentes das empresas privadas ou com participação do Estado. Em especial mostrou-se escandalizado com os pagamentos que alguns recebem quando saem deestas empresas.
2- Não se referia às vitimas da crise, ou seja, aos desempregados. Ninguém pôs em causa o direito a receberem o subsidio de desemprego! falou-se sim dos beneficiários de outros subsídios que não estimulam a procura de trabalho por quem os aufere.
Temos que desinsentivar o acomodamento.
3- Quanto aos "direitos conquistados" devo dizer que embora os defenda, temos que ter a noção que foram conquistados muito antes da globalização. temos que adaptar-nos a este processo inexoravel ou morremos...
 
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