25/05/2012 atualizado às 0:46
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Dívidas soberanas: stresse em Itália, Bélgica e Espanha

Na semana em que BCE e Reserva Federal americana reúnem e a cimeira mundial do G20 se realiza em Cannes, o mercado secundário da dívida abre a sinalizar negativamente os pesos pesados dos "periféricos".

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
11:11 Segunda feira, 31 de outubro de 2011

Itália, Bélgica e Espanha surgem hoje com sinais de stresse quer no mercado secundário da dívida soberana como no mercado dos credit default swaps (cds, seguros contra o risco de incumprimento).

A situação mais grave é a de Itália. O leilão de dívida pública realizado na semana passada em que o Departamento do Tesouro italiano mobilizou €2,98 mil milhões no mercado primário pagando uma taxa de 6,06% aos tomadores de títulos a 10 anos, a mais alta desde a criação do euro, colocou a nu que os investidores internacionais não estão dispostos a emprestar dinheiro ao governo de Roma abaixo daquele patamar que já é considerado de alerta laranja nos títulos a 10 anos.

Juros italianos acima de 6%


As yields (juros implícitos, uma medida de rendibilidade) dos títulos do Tesouro italiano abriram hoje a negociar precisamente em 6,13% no mercado secundário, segundo dados da Bloomberg. Este nível é já mais elevado do que o alcançado a 20/10 antes das cimeiras europeias de 23 e 26 de outubro.

O mesmo stresse revela-se nos casos da Bélgica e de Espanha. As yields das obrigações espanholas a 10 anos estão em 5,64% e das obrigações belgas com a mesma maturidade em 4,42%. Como referência, os juros para os títulos alemães, os Bunds, abriram hoje em baixa acentuada, estando em 2,12% para os prazos a 10 anos.

As yields das obrigações do Tesouro português abriram em alta, depois de um período de quebra a seguir à cimeira de 26 de outubro (4ª feira da semana passada). Os juros relativos às OT a 10 anos estão em 11,81%, abaixo do valor atingido a 24/10 (12,38%), depois da primeira cimeira europeia da maratona recente.

No mercado dos cds, a probabilidade de incumprimento da dívida soberana (risco de default), segundo o monitor da CMA DataVision, a meio da manhã, aponta para um disparo nos casos de Itália e Bélgica, seguindo-se Espanha, Irlanda, França e Áustria. O risco português está em baixa, ao contrário dos restantes países "periféricos".


Agenda pesada: duas reuniões de banqueiros centrais e cimeira do G20

Segundo os analistas, algumas das decisões da cimeira europeia de 26 de outubro não estão ainda concretizadas nos detalhes, particularmente a forma de alavancagem do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) e a sua margem de manobra para intervir no mercado da dívida soberana. Uma injunção do Tribunal Constitucional alemão na sexta-feira passada reafirma a obrigatoriedade dos movimentos do FEEF com impacto no orçamento federal alemão deverem ser discutidos e aprovados pela Comissão do Orçamento do Bundestag (parlamento alemão). No entanto, a decisão final do Tribunal só será conhecida no final do mês.

A forma de intervenção das grandes potências emergentes através de um veículo financeiro especial talvez venha a ficar aclarada na cimeira do G20 que se realizará em Cannes, em França, no final desta semana. O diretor-geral do FEEF esteve na semana passada em Beijing. Klaus Regling ouviu os chineses repetirem que a intervenção deles exigirá contrapartidas por parte dos europeus, nomeadamente na Organização Mundial do Comércio, e que "não são fonte de dinheiro fácil". Ao mesmo tempo, os populistas europeus atacaram o recurso à liquidez chinesa como peditório de "dinheiro sujo", referindo-se a um país que é o principal parceiro comercial da União Europeia. Segundo Regling, 40% das emissões internacionais realizadas até hoje pelo FEEF tiveram "asiáticos" como subscritores.

Estreia de Draghi


Por outro lado, os investidores internacionais aguardam os sinais a dar pelo novo presidente do Banco Central Europeu (BCE), o italiano Mario Draghi, que entra em funções amanhã, substituindo o francês Jean-Claude Trichet, e que terá a sua primeira prova de fogo na reunião de governadores do BCE e na conferência de imprensa subsequente na 5ª feira. As incógnitas são duas: saber se os juros serão diminuídos e se o programa de aquisições de títulos soberanos no mercado secundário prosseguirá, enquanto a intervenção do FEEF não estiver clarificada e operacional.

Também, a reunião da Reserva Federal americana (Fed) a meio desta semana poderá dar indicações importantes para os investidores internacionais. As palavras cifradas de Ben Bernanke, presidente da Fed, são sempre interpretadas nas entrelinhas.


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Dívidas soberanas stresse Itália, Bélgica,Espanha
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:34 | Segunda feira, 31 de outubro de 2011
Isto na verdade até já chateia, porque a falta de inteligência desta gente é algo que mete dó, mas também raiva. Em Portugal já muita gente percebeu onde estava o problema e quem era o culpado, ou seja SÓCRATES. Como perdeu aqui as eleições foi fazer das suas para outros Países pois o homem é um malfeitor e só quando for emitido um mandato internacional e for apanhado o problema será resolvido. Aliás depois que se foi este País tem sido uma maravilha e não voltamos a ter problemas. Nunca mais subiram impostos nem foi necessário cortar o subsídio de Férias, como Passos Prometeu a uma criança, nem o subsídio de férias. Não pensem que estou a falar de Duarte Lima, porque esse e toda a Corja que continua a andar por aí esses são inocentes até prova em contrário. Bem o Isaltino já foi condenado, mas saiu em liberdade. O Oliveira e Costa todos esperam que ele morra para arcar com as culpas. Peço perdão por me ter desviado do assunto, mas tudo isto só para dizer que a culpa é de SÓCRATES.

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lol
Buma (seguir utilizador), 1 ponto , 12:31 | Segunda feira, 31 de outubro de 2011
Tudo obra Socrática...
 
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Estados da UE engordam alta finança mundial
bivolta (seguir utilizador), 1 ponto , 14:12 | Segunda feira, 31 de outubro de 2011
Oficialmente o Banco Central Europeu não é um órgão da União Europeia.

O BCE é propriedade dos bancos centrais da zona euro. Estes, por sua vez, são independentes dos governos nacionais no sentido de que não recebem ordens. Eles são dirigidos por Conselhos de pessoas privadas.

O euro portanto não pertence à União Europeia, nem aos governos nacionais, mas a um cartel de banqueiros privados em Frankfurt, a cidade dos Rothschild.

A União Europeia não pode dar ordens ao BCE, mas inversamente o BCE tem poder no interior da UE. Ele dirige o Sistema Europeu dos Bancos Centrais, que ele sim é um órgão da UE. O BCE e os bancos centrais da zona euro são os membros deste órgão.

  Até onde se deve ir na complexidade para dar o poder de um órgão oficial a uma empresa privada?
.....................www.europarl.europa.eu/...

 
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À beira do fim
flyboy (seguir utilizador), 1 ponto , 16:47 | Segunda feira, 31 de outubro de 2011
No dia em que a França tiver problemas graves,a eurozona acaba.Porque a Alemanha e outros países que se lhe associam não querem,nem podem,aguentar os países com problemas.A UE ficará partida,entre alguns ricos e uma maioria de pobres,em nós,obviamente,nos destacamos.De notar que cresce alemães e outros estão cada vez mais reticentes em ajudar os outros.Os hoje atacados Merkel e Sarkozy ainda acabarão por ser vistos como últimos defensores de um sonho que se perdeu.Porque os eleitores dos seus países querem viver bem e não ajudar os outros.É assim por tudo o mundo.
 
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Krugman semprecom razão
Arruadas (seguir utilizador), 1 ponto , 0:27 | Terça feira, 1 de novembro de 2011
Foi isto que fez Paul Krugman exclamar Mamma mia!

comentário sobre o tema em

http://arruadas.blogspot....
 
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