Rosalina Ribeiro
Estava no Rio de Janeiro para acompanhar a disputa das terras que o ex-companheiro, Lúcio Tomé Féteira, detinha em Maricá. Ela suspeitava. segundo a versão de Duarte Lima, que estava a ser desviado dinheiro da herança do milionário. Rosalina terá ido ao Brasil também para acompanhar o interrogatório de testemunhas em mais um processo que lhe fora movido por Olímpia Féteira, filha de Lúcio.
Olímpia Féteira
Acusava Rosalina de se ter apropriado indevidamente de parte da herança do pai com a cumplicidade de Duarte Lima. Acusa agora, por isso, o advogado de ter recebido indevidamente seis milhões de euros da herança. O ex-deputado diz que o dinheiro era apenas de Rosalina. Olímpia acusa ainda Normando Ventura, advogado brasileiro de Rosalina, de ter um milhão de euros numa conta na Suíça, dinheiro que pertenceria igualmente à herança de Tomé Féteira. O advogado nega.
Estado português
Poderá vir a ser o herdeiro legal da parte do espólio Féteira que caberia a Rosalina. A portuguesa assassinada a 7 de dezembro de 2009, em Maricá, não tem ascendentes ou descendentes diretos. Mas tem legatários, em Portugal e Brasil.
Maioria silenciosa
Os 20 sobrinhos de Adelaide Féteira, mulher do milionário, falecida em 2003, têm direito a 66,6% da herança. Pediram uma ação de prestação de contas em 2004, a que Olímpia Féteira terá de responder até segunda-feira. A filha de Lúcio Tomé Féteira foi nomeada em 2001 cabeça de casal de todo o espólio indiviso.
Texto publicado na edição do Expresso de 4 de setembro de 2010