Dinheiro 'escondido' no estrangeiro rende valor recorde de imposto
O terceiro regime para regularizar, de forma voluntária, o dinheiro colocado em contas no estrangeiro (RERT III) já rendeu ao Estado 150,2 milhões de euros de imposto.
Trata-se de um valor que peca por defeito já que se refere ao montante que entrou nos cofres públicos, até ontem, segundo o Ministério das Finanças. Após declararem os valores detidos em contas e aplicações financeiras, em instituições fora do território nacional, os contribuintes têm dez dias para pagar o imposto correspondente, que passa pela aplicação de uma taxa especial de 7,5% sobre os ativos declarados.
O prazo para usufruir deste plano extraordinário terminaria amanhã, mas o Ministério das Finanças decidiu alargá-lo até 13 de julho.
Em relação ao anterior regime (RERT II) regista-se um aumento de 82,5% no montante de imposto arrecadado. E, somando os dois primeiros planos, o RERT III já supera em 19,7% o total da receita acumulada em ambos os regimes de regularização.



