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Dicas para despedir o ministro Miguel Relvas

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Senhor primeiro-ministro, longe de mim duvidar das suas capacidades para despedir. Aliás basta ver o que o governo de V. Exa está a preparar aos professores para perceber que em matérias de mandar malta para o desemprego ninguém tem nada a ensinar-lhe. Mas como tarda a fazê-lo em relação ao ministro Relvas, mesmo depois do "senhor reitor" se ter demitido, perdão, ter sido promovido, atrevo-me a deixar-lhe umas dicas.

Entendo que a coisa seja complicada. Afinal de contas não deve ser fácil despedir um amigo, alguém que ajudou V. Exa a chegar ao poder. Por isso sugiro uma abordagem simples e direta, via telemóvel (pode ser por SMS) e atire-lhe com um: "Miguel, temos de falar". Esta frase é a bomba dos relacionamentos. Das mais poderosas que existe. Entre casais ou profissionalmente, o impacto é brutal. É um "já me f... lixei" imediato.

Vai tentar adiar a coisa, reacção natural de quem percebe que está à beira de ser despachado: "Ah e tal Pedro estou a estudar para um frequência" ou "tenho de ir à reprografia que fecha às 18". Aqui V. Exa vai ter de ser inflexível: "Miguel, fazes as frequências com uma perna às costas. Até fazes com as duas às costas enquanto tocas pífaro se for preciso. Quero-te ver ainda hoje. Não falhes."

"Muito bem, onde?" (vai tentar que seja num sitio público para que seja mais complicado a V. Exa fazer o serviço ) Pode ser no Hard Rock? Apetece-me um hambúrguer". Não desarme. "Não Miguel. Quero-te no palácio às 19:00 "

Aposto que depois de um "temos de falar" o ministro Relvas apresentar-se-á no Palácio com a cartinha de demissão na mão. Ninguém gosta de ser empurrado do governo. É como ser substituído aos 20 minutos por não estar a jogar a ponta de um corno. "Fui eu que acabei" fica sempre melhor do que "pôs-me os patins".

Há a hipótese de isto não acontecer. Plano B: aconselho um papel em branco e uma caneta imponente (mostrar quem manda, tipo Godfather de Massamá). Adiante... coloca a caneta sobre o papel numa secretária. Assim que o ministro estiver acomodado na cadeira empurra a folha e caneta na sua direção.

É possível que o ministro ainda se saia com um: "o que é isto, Pedro? Não posso acreditar". Responda apenas: "Miguel, não és tu sou eu (outra frase mítica). "Vamos tornar isto o menos doloroso possível, sabes a estima e gratidão que tenho por ti mas tens que resolver esta situação." Depois, olhe-o nos olhos com compaixão, ponha-lhe a mão no ombro e diga-lhe: felicidades.

 

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Excelente, excelente
Caro Tiago

Muito bom artigo mesmo. Mas acho que é daqueles que dá para guardar numa gaveta porque pode ter que o utilizar ainda muitas vezes durante a vida.

Só tem que mudar ali os dois nomes e já está. Se quiser simplificar, coloque-os como variáveis no Word que fica com artigos prontos em 30 segundos.

E dá para quase tudo: política, futebol, economia, diplomacia, defesa, etc.

Cmps,

António

oreivaivestido.blogspot.pt/2012/07/portugal-iii-republica.html
Re: Excelente, excelente
Re: Dicas para despedir o ministro Miguel Relvas
Relvas tem neste momento um poder de tal forma sinistro e não escrutinável, que eu já não estranharia que fosse ele a despedir o Pedrocas e não o contrário...
Re: Dicas para despedir o ministro Miguel Relvas
heehe
Muito bem...
Bom texto...
Só não percebi porque razão recomenda o Tiago ao Passos Coelho, para colocar a caneta por baixo da folha de papel...o Relvas assim não vai poder assinar a demissão.

"...coloca a caneta sob o papel numa ..."
Fantástico!!!
E sugiro mais uma das frases "calistas": "Miguel, o melhor é darmos "um tempo"...."
Este meu comentário foi censurado! Alguém ...
... por aí me consegue explicar a razão? Talvez um dos grevistas ao expresso online, "especialistas" em liberdade de expressão e combate à censura no EOL, possa dar uma dica...

O post censurado:

Relvas:privatiza ou encerra a RTP e estás perdoado
exrei (seguir utilizador), 1 ponto , hoje às 10:00

Eu não quero continuar a contribuir para os 300 milhões/ano que é e inutilidade pública RTP!

Eu sei que a SIC e a TVI não querem a privatização da RTP para não terem mais um concorrente a disputar um bolo de publicidade cada vez mais reduzido. Estão no seu direito e eu, no lugar deles, lutaria também para que a RTP não fosse privatizada.

Agora eu, e os outros contribuintes, que somos muito mais importantes que várias TVIs e SICs juntas, não quero contribuir para a "esmola" de 300 milhões/ano que é dada indirecatamente à SIC e TVI via subsídio à RTP! Fui claro?

Por isso Relvas: privatiza ou encerra a RTP. Se conseguires ficas perdoado da licenciatura "a lá minute" e de todas as outras "habilidades" de que és acusado! Depois disso não me importa que sejas demitido. Só uma pessoa muito pragmática!

Ah, e quanto ao canto das aves moralistas não te preocupes. Poupa-nos os 300 milhões e a gente nem ouve!
Re: Este meu comentário foi censurado! Alguém ...
Re: Este meu comentário foi censurado! Alguém ...
RELVAS - a "complexidade" de uma demissão

Quer saber QUASE tudo sobre o RELVAS ?

tomarcontraosafilhados.blogspot.pt/
Concordo, porém
Acho que o Ministro Miguel Relvas já devia ter sido demitido e na minha opinião nem devia ter lá metidos os pés, mas são os politicos que temos e elegemos.
No entanto, olhando para exemplos similares de uns quantos ex Ministros ( alguns deles igualmente demitidos a meio do mandato ), prevejo que a demissão do Relvas, lhe dará um qualquer cargo numa CGD, Mota Engil, Galp, Cimpor, EDP, Lusoponto, enfim é só escolher.
Ou seja, mais um caso em que provavelmente um ex ministro demitido ( seja por incompentência ou processos pouco claros ) é recompensado após a sua demissão do governo.
Impossivel.
Infelizmente não o pode despedir este cantinho pequenino é dos poucos países que os funcionários públicos, sejam eles malandros, corruptos, aldravões, e o diabo que os carregue (não todos) não podem ser despedidos. E bem o tribunal constitucional dizer que tem que haver equidade nos sacrifícios, e no resto não tem? Esses senhores tomaram essa atitude porque estava tambem em causa as regalias deles, que País de M*d*.
Quero ir pra’ilha:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
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Edição Diária 17.Abr.2014

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