18 de maio de 2013 às 23:00
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Dezenas de raparigas mortas sem razão aparente num lugar onde há anos isso era rotina

Luis M. Faria
Uma marcha contra o femicídio Uma marcha contra o femicídio

O horror voltou a Ciudad Juarez. Só este ano, mais de sessenta raparigas já desapareceram ou foram mortas - encontradas aos bocados em parques, em valas, noutros lugares. E não se sabe por quem, como de costume.

Foi a partir dos anos 90 que se intensificaram os misteriosos assassinatos de jovens nessa cidade mexicana próxima dos EUA. Muito associada ao tráfico de droga, Ciudad Juarez sempre teve elevados níveis de violência. Mas o fenómeno agora em questão é de um macabro sem igual.

Há uns anos, chegavam a morrer mais de trezentas raparigas por ano. Depois o número baixou, e em 2012 está outra vez a subir.

Motivos diversos, por vezes misturados 


A polícia diz que, à primeira vista, as causas possíveis são várias. Violência domestica, ciúmes (em certos casos os assassinos serão mulheres), tráfico de droga. Motivos diferentes podem misturar-se.

Uma coisa é certa: esse tipo de crime tornou-se moda. Dir-se-ia que todos os motivos são bons para matar mulheres jovens - são quase sempre jovens e magras, com bom aspecto.

Para muitas famílias, custa acreditar que a sua filha, a rapariga exemplar, boa aluna, que criavam, se tivesse deixado envolver em algo menos próprio. E mesmo a própria morte se nega - aquela caveira não é dela, a menina há-de aparecer mais dia menos dia. 

Outros massacres 


Não é só aí que cresce o morticínio. Os trabalhadores que procuram emigrar para os Estados Unidos têm de lidar com gangues que muitas vezes cobram em sangue o que não conseguem receber em dinheiro. Ainda recentemente houve um massacre desse tipo com quase uma centena de vítimas.

A guerra à droga e aos gangues, lançada pelo presidente Vicente Fox e depois pelo seu sucessor, Felipe Calderon, parece ter tido pouco sucesso mas conduziu a um brutal aumento dos assassinatos. 

Perante tamanho horror, não é de estranhar que o sobrenatural faça a sua aparição, com histórias como a daquele polícia que contou a uma mãe desesperada que tinha falado com o espírito da sua filha morta.

 

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Até quando?

Quantos milhões de mortos serão necessários para percebermos finalmente que isto não funciona?
Seja na Colômbia, no Afganistão ou no México.

O controlo da produção e comércio de drogas ilícitas, com o cortejo de outros tráficos associados (armas, pessoas), cria verdadeiros cenários de guerra à antiga onde não há outra razão para eles existirem.
Será que ainda não é altura de pôr em cima da mesa o fracasso repressivo e partir para outra?
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A Droga da Violência
A guerra dos narcos, a maior vergonha que, em meu entender, neste momento, ensombra a vida social no México, só se pode explicar por fenómenos como os seguintes: erosão cultural dos valores do Cristianismo como há séculos não se via; confusão psicossocial como só agora, possivelmente, se vê; destruição de um processo educativo, sobretudo no seio da família, que permite aos jovens encontrar "justificação" para o injustificável; criação de um ambiente cultural cada vez mais marcado pelo indiferentismo e, por isso, como acima disse, pela mais inverosímil falta de vergonha. O que está a acontecer no México, com uma brutalidade que julgo até agora não ter sido vista, é uma vergonha para o México, para todas as Américas e, não menos, para o mundo e a humanidade no seu todo. Pessoalmente, acho intolerável que em 5 anos mais de 50 000 assassinatos tenham, por causa da pestilência da droga, ocorrido num só país. Se pudesse, suplicaria aos consumidores de droga para que mudem de vida, pois o seu consumo é a principal razão desta carnificina; se pudesse, urgiria os Estados para que concertem os seus esforços no sentido de destruir o tráfego de droga no sentido Sul-Norte e o tráfego de armas no sentido inverso; se pudesse, imploraria a todos os intelectuais, a começar pelos Bispos do México, e dos USA também, para que falem, a propósito e a despropósito, contra este terrível, e mais do que temível, cancro social: a violência endémica, a violência que se julga sem limites.
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E o "amigo", por acaso, não é o dos bebézinhos? Ver comentário
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Juarez
A cidade virgem.

barbarraridades.blogspot.pt/
Quando acabarem com a hipocrisia...
A guerra dos narcos foi criada e fomentada pelo governo dos EUA/USA!
Uma grande hipocrisia e um grande negócio! Se quisessem já estava,Tudo, mais que resolvido!
México...
...o Estado-Cloaca-dos-EUA.
Crime? Cherchez l'argent ...

Mortas que aparecem aos pedaços?
Naturalmente, depois da colheita de orgãos para transplante.
Orgãos que dão muito dinheiro.
Que rendem fortunas.

O dinheiro é a causa maior de quase todos os crimes.

A exploração sexual das mulheres rende milhões a quem investiu no negócio.
A mulher recusa prostituír-se?
Vai a faca e fornece orgãos.
E aparece esquartejada.
Às postas.

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