18 de abril de 2014 às 9:03
Página Inicial  ⁄  Atualidade / Arquivo   ⁄  Detidos suspeitos de ataque à embaixada dos EUA em Bengasi

Detidos suspeitos de ataque à embaixada dos EUA em Bengasi

Primeiras detenções foram feitas na Líbia. Confrontos em protesto contra filme anti-islâmico provocaram quatro mortos  em Sanaa. 

Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)
Protestos hoje em Sanaa,Íemen, contra o filme considerado ofensivo a Maomé Getty Images Protestos hoje em Sanaa,Íemen, contra o filme considerado ofensivo a Maomé

As autoridades líbias detiveram hoje os primeiros suspeitos do atentado à embaixada norte-americana em Bengasi. O ministro da Administração Interna da Líbia disse à agência Reuters que "algumas pessoas foram detidas e estão sob investigação". Wannis Sharif não deu pormenores da operação, mas disse que estavam "a obter as provas".

Entretanto, prosseguem os protestos no mundo árabe contra o filme anti-islâmico. A agência France Presse avança que houve quatro mortos em confrontos durante a manifestação de hoje junto à embaixada dos EUA em Sanaa. Na capital do Iémen, a polícia abriu fogo contra os manifestantes para proteger o edificio.

Centenas de sudaneses manifestaram-se também hoje junto à embaixada norte-americana em Jartum, mas sem incidentes e sob grande dispositivo de segurança, informa a agência EFE. Amanhã, esperam-se mais protestos no Sudão por causa do filme sobre Maomé.

Suspeitas sobre a Al-Qaeda e apoiantes de Kadhafi


Inicialmente atribuído a manifestantes irritados com o polémico filme "Inocência dos Muçulmanos" - considerado ofensivo à Maomé, ao Islão e aos muçulmanos -, o ataque poderia, na verdade, ter sido o resultado de uma operação coordenada, disse uma fonte norte-americana.

De acordo com a mesma fonte, alguns extremistas terão utilizado a manifestação contra o filme como "pretexto" para atacar o consulado com armas de pequeno calibre, mas também com lança-foguetes.

Comissão independente investiga atentado


Esta manhã, o porta-voz da Alta Comissão de Segurança do ministério da Administração Interna, Abdelmonem al-Horr, informou que uma "comissão independente" foi criada para investigar o ataque.

A comissão será presidida por um juiz e reunirá a especialistas dos Ministérios da Justiça e da Administração Interna. De acordo com o porta-voz, a tarefa não é fácil. A investigação é "muito complicada", uma vez que a multidão presente no perímetro do consultado "não era homogénea. Havia extremistas, simples cidadãos, mulheres, crianças, criminosos", disse.

 

Comentários 0 Comentar
PUBLICIDADE
Expresso nas Redes
Pub