O "chefe militar" e número um da organização armada basca
ETA
, Ibon Gogeascoechea, foi detido hoje de manhã na Baixa-Normandia, no noroeste de França, anunciou o ministério espanhol do Interior em comunicado.
Segundo a tutela, Ibon Gogeascoechea Arronategui, de 54 anos, era atualmente "o mais alto responsável" do movimento grupo independentista, pelo que se trata de uma operação "muito significativa", depois das detenções do antigo chefe Garikoitz Aspiazu, em novembro de 2008, e dos seus sucessores, Aitzol Iriondo e Jurdan Martitegui (em dezembro de 2008 e abril de 2009, respetivamente).
Dois outros homens foram detidos hoje na aldeia de Cahan, em Orne.
Um deles, Beinat Aguinalde Ugartemendia, de 26 anos, é o presumível autor dos assassinatos de Isaías Carrasco, socialista baleado alguns dias antes das legislativas de 2008, e Ignacio Uria Mendizabal, empresário também morto a tiro nesse ano.
O outro, Gregório Jimenez Morales, de 55 anos, fazia parte de uma unidade responsável por "transportar material" para a realização de atentados, inclusive contra o antigo chefe do Governo espanhol, José Maria Aznar, em 2001.
Cooperação das autoridades espanholas e francesas
No âmbito das detenções, a polícia francesa e a Guarda Civil espanhola, que atuaram em conjunto, apreenderam um veículo, três armas, documentos e material informático.
Segundo a edição on-line do diário El Mundo, os três homens foram intercetados numa casa de uma zona rural onde Aguinagalde e Jiménez estavam alojados.
Ibon Gogeascoechea terá convocado um encontro com ambos para lhes ordenar que cruzassem a fronteira com a missão de cometer um atentado em Espanha.
O jornal avança que a operação continua ainda em aberto.
A ETA, considerada como uma organização terrorista pela União Europeia e pelos Estados Unidos, terá sido responsável pela morte de 828 pessoas em mais de 40 anos de ações destinadas a obter a independência do País Basco.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
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Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
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