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Vítor Pereira tem tolerância até jogo com Sp. Braga

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Brindado com assobios no aeroporto após a derrota com o Apoel, Vítor Pereira mantém a confiança da SAD portista, pelo menos até ao encontro de risco com o Sp. Braga, no Dragão...

Isabel Paulo (www.expresso.pt)

Vítor Pereira, o mal-amado sucessor de André Villas Boas, voltou, ontem, a ser contestado por um grupo de adeptos, intranquilos com a má forma da equipa e os desaires sucessivos na Liga dos Campeões.

Na SAD azul e branca, apesar do desânimo dos administradores face ao risco de ver a equipa tombar na Liga Europa, a administração ainda mantém a aposta em Vítor Pereira, o treinador a quem Pinto da Costa não poupou elogios quando anunciou a sua escolha para nº1 dos Dragões.

"Está no limbo e não acredito que seja despedido enquanto estiver em primeiro ligar no campeonato", arrisca um ex-dirigente portista, lembrando que os despedimentos no FC Porto "nunca foram ditados por resultados europeus".

Segundo fonte próxima do clube, o futuro de Vítor Pereira no reino do Dragão poderá ficar traçado, em casa, no final do jogo com o Sporting de Braga, da 11ª jornada, a disputar a 27 de novembro, um dia depois do derbi Benfica-Sporting.

Além de uma eventual derrapagem que faça descolar um dos rivais de Lisboa para a frente da classificação do campeonato, o técnico azul e branco, portista de coração, saberá de cor que foi após as vitoriosas visitas dos minhotos que Octávio Machado e o espanhol Victor Fernandez perderem o lugar no banco.

Cinco técnicos despedidos em 30 anos   

Embora não seja imune à pressão das bancadas, o presidente do FC Porto sempre tentou resistir à tentação de governar o departamento de futebol ao sabor dos humores dos adeptos, razão pela qual só despediu cinco treinadores em quase 30 anos de presidência: Quinito, em 1988, Ivic, em 1994, Octávio Machado, em 2002, e Del Neri e Victor Fernandez, em 2004/2005.

Mas o descalabro da época que se seguiu à partida de José Mourinho para Londres - a única em que o FC Porto teve três treinadores num só ano - é um fantasma que volta a assombrar os adeptos mais supresticiosos, que temem que a história se repita em tragédia com a nova fuga de um técnico multicampeão para o Chelsea.

Mais do que os desaires na Champions, nos bastidores do Dragão critica-se a má forma da equipa, entregue a Filipe Almeida, recrutado ao Santa Clara para substituir o preparador físico João Mário, que também seguiu para Londres.

A falta de carisma e de pulso para motivar algumas das estrelas da companhia são outros défices apontados ao esforçado mas até agora pouco convincente técnico da era pós-Villas Boas.