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Vítor Baía. "Não faz sentido comparar Lopetegui com Guardiola"

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Vítor Baía partilhou o balneário com Guardiola e com Lopetegui, no Barcelona, em 1996/97

Getty

Vítor Baía foi colega de Pep Guardiola (treinador do Bayern de Munique) e de Julen Lopetegui (treinador do Porto) no Barcelona (de 1996/97). Perguntámos-lhe o que espera dos quartos de final da Champions.

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Algum dia pensou assistir a um duelo no banco entre os seus antigos colegas?

Confesso que não. O Guardiola era previsível que viesse a ser treinador, pela sua atitude participativa no balneário e mesmo nos treinos, mas Lopetegui não. Éramos três guarda-redes: eu, o Carles Busquets (pai do Sergio) e o Lopetegui, que raramente era convocado - ainda bem para mim... [risos]. Contactava com ele nos treinos, claro, mas não tinha uma opinião formada sobre a sua personalidade, porque ao contrário do Guardiola ele não expunha no dia a dia as suas opiniões. Nunca pensei que teria no futuro aptidão para o treino. 

Lopetegui é um "mini Guardiola"?

Não vamos por aí. Têm uma mesma forma de análise do futebol, mas não faz sentido comparar um treinador como Guardiola, que deu ao Barcelona os momentos mais altos da sua história, que como Mourinho já tem um trajeto notável, com um técnico que agora chegou à 1ª Divisão ao leme de um clube. É, sem dúvida, promissor, não é preciso colocar-lhe rótulos alheios. Depois da sua trajetória nas seleções espanholas, já dava para perceber que era um treinador que sabe muito bem o que quer e para onde vai e que num clube agiria da mesma maneira. 

O que se pode esperar do Porto-Bayern de Munique?

Acima de tudo, julgo que será um excelente espetáculo, intenso e com golos. Ambas as equipas têm uma filosofia de jogo parecida, têm um futebol positivo, dão prioridade à posse da bola, à pressão quando a perdem, ao ataque continuado... Vão criar problemas um ao outro.  

[Texto publicado na edição do Expresso de 11 de abril de 2015]