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Vídeo: Mourinho eleito melhor treinador do mundo

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José Mourinho foi eleito o melhor treinador do mundo em 2010 pela FIFA, superando os outros dois finalistas da Bola de Ouro, Vicente del Bosque e Pep Guardiola. Argentino Messi ganhou entre os futebolistas. (Veja vídeo SIC)

José Mourinho foi hoje eleito melhor treinador do mundo de 2010 pela FIFA, no Congresso de Zurique, Suíça.

Mourinho voltou a ser "Special One", ao ser eleito melhor treinador, depois de na última época ter conquistado "tudo" ao serviço do Inter de Milão.

O português recebeu o troféu das mãos da alemã Silvia Neid que, momentos anos, tinha sido considerada a melhor treinadora no futebol feminino. "Peço desculpa por falar em português, mas sou um orgulhoso português", começou por dizer Mourinho.

"Trabalhei muito para chegar aqui, mas não chego sozinho. Chego com os meus jogadores, com os meus colaboradores, com a força dos que me amam e me esperam para celebrar este momento fantástico", disse José Mourinho na altura que recebeu o prémio, em Zurique, num curto discurso totalmente proferido na língua portuguesa.

O técnico do Real Madrid agradeceu a distinção, mas fez questão de relembrar que não chegou a este patamar sozinho. Partilhou o prémio com os jogadores e com os colaboradores que o acompanharam na época passada, e também com a família.

Mourinho é mesmo especial

"Não sou mais um, penso que sou especial". A frase, proferida em 2004, valeu a alcunha de "Special One" a José Mourinho, atual técnico do Real Madrid, que bateu na corrida ao prémio FIFA os espanhóis Vicente Del Bosque, campeão do Mundo, e Pep Guardiola, do FC Barcelona.

Mourinho junta o prémio FIFA, atribuído pela primeira vez, a muitos outros galardões, entre os quais melhor treinador, atribuídos por UEFA, Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, Itália, Inglaterra e World Soccer.

Mourinho junta o prémio FIFA, atribuído pela primeira vez, a muitos outros galardões, entre os quais melhor treinador, atribuídos por UEFA, Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, Itália, Inglaterra e World Soccer.

Quando fez a afirmação, ao ser apresentado no Chelsea, Mourinho era o campeão europeu em título, mas ainda só tinha seis dos 17 títulos conquistados em 10 anos de carreira, onde se contam duas Ligas portuguesas, duas inglesas, duas italianas, duas Ligas dos Campeões e uma Taça UEFA.

Aos 47 anos, só não conquistou títulos no Benfica e na União de Leiria, os primeiros clubes. Desde 2002/03, foi colecionando troféus no FC Porto, Chelsea e Inter de Milão, com a exceção de 2007/08 - deixou Londres em setembro.

Chegou ao Benfica à quinta jornada de 2000/01 e cumpriu 11 jogos, saindo em dezembro depois de reclamar ao novo presidente, Manuel Vilarinho, que o confirmasse para a época seguinte, após derrotar o Sporting na Luz (3-0).

Este triunfo e a saída são os momentos que considerou os mais marcantes no Benfica, onde chegou, pela mão de João Vale e Azevedo, três meses após deixar de ser adjunto de Louis van Gaal em Barcelona.

Seguiu-se Leiria, onde destaca "o crescimento da equipa até chegar ao quarto lugar", à frente do Benfica. Saiu para o FC Porto, após oito jogos seguidos sem perder.

Contratado pelo FC Porto em janeiro de 2002, para substituir Octávio Machado, estreou-se à 20. jornada e prometeu na apresentação o título na época seguinte.

Cumpriu a promessa com juros: ao Dragão chegaram dois títulos nacionais, uma Taça UEFA, uma Liga dos Campeões, uma Taça de Portugal e uma Supertaça lusa. "No FC Porto... a 'Champions'. O máximo, a equipa chegou ao paraíso", frisa.

Chegou a Londres no verão de 2004 com a medalha de campeão europeu para orientar o Chelsea, que não conquistava o título há 50 anos. Em Inglaterra, tornou-se "superstar": o sobretudo Armani, a forma exuberante de estar no banco e a relação afetiva com jogadores e adeptos tornaram-se imagens de marca.

Mas isso de pouco valeria se não tivesse ganho tudo internamente (duas Ligas, uma Taça, duas Taças da Liga e uma Supertaça). Foi ainda duas vezes semifinalista da Liga dos Campeões.

A 20 de setembro de 2007, dia em que cumpria sete anos como treinador principal, rescindiu contrato com o Chelsea, após a estreia na fase de grupos da "Champions".

Quase se tornou selecionador de Inglaterra, mas os nove meses de paragem terminaram quando assinou pelo Inter, para ganhar duas Ligas, uma Taça, uma Supertaça e ainda uma Liga dos Campeões. "No Inter, o triplete completo em 15 dias. Taça de Itália, campeonato, meias-finais (da Liga dos Campeões) com o Barcelona e final com Bayern. Sobre-humano", destaca da sua passagem pelo clube italiano, que não era campeão europeu há 45 anos.

Quando em Setembro chegou a Madrid garantiu querer deixar uma marca: "No Real, quero ser visto um dia como um grande profissional, que trabalhou nos limites, que se preocupou com o crescimento do clube de futebol e das suas estruturas. E, se possível, que tenha ganho títulos".

Quando soube que estava entre os finalistas ao prémio FIFA, Mourinho garantiu que trocava o prémio por vitórias em campo: "O que posso dizer? Prefiro ganhar o jogo do próximo domingo do que a Bola de Ouro".