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Sporting - Paulo Sérgio, um alfacinha que agora já é 'grande'

Do Olhanense, em 2002/03, passando pelo Santa Clara, Beira-Mar, Paços de Ferreira e Guimarães, Paulo Sérgio é o treinador do Sporting para 2010/11.

Paulo Sérgio, que começou a ter visibilidade mais "a sério" quando "pegou" no Paços de Ferreira, em 2008/2009, entra no Sporting depois de nove anos em "formação" como treinador de futebol.

O ainda líder da equipa técnica do Vitória de Guimarães, que este ano conseguiu um feito que nenhum outro treinador atingiu, ganhar ao Benfica no Estádio da Luz, e logo num jogo a eliminar (Taça de Portugal), tem agora pela frente a maior tarefa da sua carreira, numa época (2010/2011) que assinalará uma década como treinador.

Esta época, ainda começou no banco do Paços de Ferreira, mas o mau arranque de Nelo Vingada em Guimarães abriu as portas, em meados de outubro do ano passado, a Paulo Sérgio, que subiu então para um patamar intermédio na carreira, uma "promoção" que deu agora frutos, com o contrato de dois anos com o Sporting.

E foi precisamente como Sporting que Paulo Sérgio travou a maior batalha na parte decisiva do campeonato. O Vitória de Guimarães foi uma das equipas do patamar intermédio do principal escalão do futebol português que ainda ameaçou o quarto lugar do Sporting.

Mas esta jornada, a 27., que aliou o desaire do Vitória de Guimarães na visita ao FC Porto (3-0) à vitória do Sporting em Alvalade sobre o Vitória de Setúbal (2-1), esclareceu em definitivo o ordenamento da parte final do "top-5" de 2009/2010.

De jogador a treinador

Natural de Lisboa, este alfacinha, de 42 anos, começou a jogar à bola no Olivais e Moscavide, em 1986, mas dois anos depois, já estava a representar o Belenenses, clube pelo qual conquistou a Taça de Portugal, logo na época de estreia, numa final contra o Benfica (2-1).

Após cinco anos no Restelo, foi para norte, com passagens pelo Paços de Ferreira e Salgueiros. Em 1998 experimentou o estrangeiro, com uma passagem efémera pelos franceses do Grenoble.

De regresso a Portugal, para a reta final da carreira, as últimas cinco temporadas foram divididas entre Estoril-Praia e Olhanense, onde arrumou definitivamente as "chuteiras".

Não perdeu tempo e passou do relvado para o banco do clube algarvio, onde permaneceu mais três épocas. Seguiram-se duas temporadas no Santa Clara e mais uma no Beira-Mar, para depois dar o salto para o escalão principal, pelas portas do Paços de Ferreira.

Em Guimarães, pouco menos de uma época chegou para convencer o Sporting a encontrar o sucessor de Carlos Carvalhal.