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Pereira Cristóvão: "Nunca desviei dinheiro do Sporting. E em 15 meses recebi zero!"

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Vice-presidente do Sporting recusa todas as acusações, desmente casos de espionagem e diz ter "envolvimento zero no ridículo caso Cardinal".

Bruno Roseiro (www.expresso.pt)

Paulo Pereira Cristóvão deu a primeira entrevista depois de ter sido indiciado da prática de cinco crimes e duas palavras imperaram no discurso: não e nunca. "Nunca desviei dinheiro do Sporting para mim nem nunca cometi qualquer irregularidade. E não, em 15 meses recebi zero do clube, direta ou indiretamente", destacou à TVI. 

Sublinhando "a tentativa de assassinato público" (a si e ao próprio clube), o ex-dirigente deixou várias vezes frases no ar que apontam para outras movimentações nos bastidores do futebol português. E em mais do que um momento da entrevista.

1) "Sabe, sempre fugi ao dirigente típico do Sporting. Em muitos momentos confrontei pessoas, despedi, cessei contratos, tudo a bem do clube. E também confrontei poderes instituídos no futebol português"

2) "Se alguns jornais têm tantas escutas e mails, também devem saber que fui colaborador numa investigação de branqueamento de capitais a dois dirigentes desportivos"

3) "E, nesse caso, saberiam também que existem provas periciais sobre um grande clube que nem sequer deveria abrir as portas porque as cadeiras não podem ser aquelas por não cumprirem requisitos"

"FC Porto, Benfica ou Sp. Braga também têm estes serviços"

Em relação às alegadas espionagens a jogadores da equipa de futebol do Sporting, Cristóvão realçou que se trata de "proteção de ativos" e até explicou de forma detalhada o porquê da existência desses contratos.

"O Sporting investiu 42 milhões de euros em passes. Não se trata de seguir ou perseguir pessoas, é aconselhar colégios para os filhos dos jogadores, acompanhar namoradas e mulheres que muitas vezes vêm de outros continentes para melhorar a sua integração, é explicar quais são os melhores restaurantes, onde não devem ir a determinadas horas... FC Porto, Benfica ou Sp. Braga também têm estes serviços. Sei que andamos na fase dos espiões mas não é nada disso...", explicou.

"Numa primeira fase, o Sporting ainda colocou a hipótese de pagar o meu advogado mas não quis. Rogério Alves só tem um cliente, que sou eu. E fui eu desde início que disse que o queria por ser um amigo, por ser alguém muito competente e por ser sportinguista", adiantou, antes de garantir "envolvimento zero no ridículo caso Cardinal": "Não mandei ninguém depositar dinheiro na conta de um árbitro nem tenho conhecimento de alguém no clube que tenha feito isso".