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Museu do Benfica é o melhor de Portugal

FOTO TIAGO MIRANDA

Prémio Museu Português 2014 foi atribuído esta sexta-feira pela Associação Portuguesa de Museologia ao Museu Benfica - Cosme Damião, em Lisboa

Pedro Cordeiro

Pedro Cordeiro

Editor da Secção Internacional

Haja jogo ou não, há pouco mais de um ano nasceu uma razão adicional para visitar o Estádio da Luz. Inaugurado a 26 de julho de 2013, o Museu Benfica Cosme Damião - que hoje foi considerado o melhor museu de 2014 pela Associação Portuguesa de Museologia - propõe uma imersão nos últimos 110 anos, quer no universo encarnado quer no mundo mais vasto.  

Logo à entrada, uma foto ampliada à altura da parede mostra alguns dos primeiros atletas do clube com seis troféus. Estava-se no início do século XX. Hoje as taças são às centenas e o museu exibe todas, incluindo as da modalidade mais badalada, o futebol. Lá estão as 24 taças de Portugal e as dos 33 campeonatos nacionais, além de troféus comemorativos e de torneios amigáveis. E, claro, as taças dos Campeões Europeus conquistadas em 1961 e 1962. 

O paralelepípedo de vidro que alberga a maioria dos troféus tem a altura dos três pisos do museu. Ecrãs táteis permitem consultar história de cada galardão e, até, vídeos da sua conquista. Funcionários prestáveis apressam-se a ajudar o visitante no seu manuseamento. 

O museu, que levou ano e meio a construir, organiza-se em 29 zonas temáticas e está cheio de peças que, anteriormente, andavam espalhadas pelo estádio, até debaixo das bancadas. O acervo não se limita ao clube, contendo muitos objetos de época e uma rampa que conta o que aconteceu no mundo desde 1904. Ali estão duas guerras mundiais, o Titanic, os Beatles, o incêndio do Chiado, o Nobel de Saramago e outras efemérides.  

Eusébio, pois claro

FOTO TIAGO MIRANDA

Quanto ao Glorioso, o visitante pode recordar o fundador Cosme Damião, a fusão do Sport Lisboa com o Grupo Sport Benfica e os jogos nas Terras do Desembargador, Feiteira, Sete Rios, Amoreiras, Campo Grande, Benfica e nos dois estádios da Luz. Equipamentos e chuteiras de craques de muitas eras fazem pensar na dificuldade que deviam ter ao jogar com camisolas de flanela e calçado pesadíssimo. Mais adiante, são apresentados todos os presidentes, de José Rosa Rodrigues a Luís Filipe Vieira, o atual e mais duradouro chefe dos encarnados.

Quem não podia faltar era Eusébio. O Pantera Negra, que ainda conheceu o museu, é nele retratado em tamanho real, num holograma tridimensional. "Desde pequeno que o Benfica faz parte da minha vida", contou. Graças ao museu, ele e muitos outros estarão, para sempre, nesta história feita de milhares de atletas e milhões de adeptos.