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Mulheres vencem "guerra dos sexos" em São Silvestre

Olivier Morin / AFP / Getty

Para fechar o ano, a tradicional corrida de São Silvestre. Dulce Félix e Hermano Ferreira foram os participantes com maior pedalada. E as mulheres venceram a "guerra dos sexos", pela quarta vez consecutiva.

Hoje foi dia de São Silvestre. Não do antigo Papa e santo, cujo dia é celebrado a 31, mas da corrida que ganhou o seu nome. Foram dez quilómetros percorridos este sábado em Lisboa por cerca de dez mil pessoas, entre a Avenida da Liberdade e a Praça dos Restauradores.

A atleta do Benfica, Dulce Félix, e Hermano Ferreira, do Sporting, foram os vencedores da 7ª edição da corrida de São Silvestre em Lisboa. Dulce Félix (32m17s), na prova feminina, deixou para trás a sportinguista Sara Moreira (segundo lugar, com 33m17s) e Leonor Caeiro (terceira posição, com 35m9s), repetindo a vitória do ano passado. Já o atleta do Sporting (29m54s) venceu pela terceira vez, ficando à frente de Rui Silva (30m9s) e Ricardo Ribas (30m33s).

Na competição "guerra dos sexos", as mulheres saíram a ganhar. O grupo feminino partiu com 2,37 minutos de vantagem em relação à masculina (a diferença entre grupos que resultou da última edição) e Dulce Félix conseguiu manter essa diferença durante a prova. O resultado? As mulheres venceram, pela quarta vez, a "guerra dos sexos".

"Eu tinha dito que para ganharmos tínhamos de correr rápido, sabendo que ia ser difícil", afirmou vencedora à Bola TV. "Eu e a Sara Moreira impusemos um ritmo bastante forte e conseguimos chegar à frente dos homens".

Aquela que é agora uma prova com fãs pelo mundo inteiro, começou por ser uma corrida pequena em São Paulo, no Brasil, marcada para 31 de dezembro - e é por essa razão que roubou o nome ao santo do dia, o antigo Papa São Silvestre. Mais tarde, esta vontade de correr no final de cada ano espalhou-se por vários países, incluindo Portugal, sendo uma prova que se repete no final de cada ano.