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Mourinho: "Quero ser o primeiro a ganhar algo com a seleção portuguesa"

Mourinho ainda tem vários objetivos por concretizar

Yorgos Karahalis/Reuters

José Mourinho confessou, em entrevista ao "Corriere della Sera", que ainda tem três objetivos por concretizar na carreira e que as críticas não o afetam: "Nos últimos dez anos ninguém venceu tanto quanto eu."

Mariana Cabral (www.expresso.pt)

2 Liga dos Campeões (2003/04 e 2009/10)

1 Liga Europa (2002/03)

2 Ligas Italianas (2008/09 e 2009/10)

1 TIM Cup em Itália (2009/10)

1 Supertaça de Itália (2008/09)

2 Ligas Inglesas (2004/05 e 2005/06)

1 FA Cup em Inglaterra (2006/07)

2 League Cup em Inglaterra (2004/05 e 2006/07)

1 Supertaça de Inglaterra (2005)

1 Copa del Rey em Espanha (2010/11)

2 Ligas Portuguesas (2002/03 e 2003/04)

1 Taça de Portugal (2002/03)

1 Supertaça Cândido de Oliveira (2003/04)

José Mourinho quer "ser o primeiro a ganhar algo" pela seleção portuguesa, depois de cumpridos os objetivos como técnico de clubes, confessou o treinador do Real Madrid ao diário italiano "Corriere della Sera". "No futebol tenho três [objetivos], todos eles difíceis. Ser o único treinador a ganhar a Liga dos Campeões em três equipas diferentes [já ganhou com FC Porto e Inter de Milão]. Ser o único a ganhar os três campeonatos mais difíceis do mundo - Inglaterra, Itália e Espanha. E nos próximos anos ser o primeiro a ganhar algo com a seleção portuguesa", disse.     Recorde-se que Portugal nunca ganhou nenhum Campeonato Mundial ou Europeu. Chegou à final do Euro-2004 com o brasileiro Luiz Felipe Scolari e deixou o título fugir em casa, no Estádio da Luz, para a Grécia (0-1). Num Mundial, o melhor que conseguiu foi o terceiro lugar, na edição de 1966, tendo chegado por mais uma vez às meias-finais, também com Scolari, em 2006, perdendo o jogo do "bronze" contra a Alemanha (3-1).  

"No futebol somos criticados por dizer branco ou preto"

Questionado sobre as críticas de que é alvo em Espanha, Mourinho garantiu estar habituado, ainda que "às vezes" não tenha a certeza de ser respeitado. "No futebol somos criticados por dizer branco ou preto. Se falo a seguir a um jogo ou se fico calado. Às vezes sinto-me perdido, pois não sei qual a direção certa. Sou criticado de qualquer forma", explicou.

Nada que incomode por aí além o Special One - "eu sou um vencedor", diz -, que continua a justificar a alcunha. "A história dos treinadores é feita de vitórias, títulos, resultados [...] Nos últimos dez anos ninguém venceu tanto quanto eu e ser especial é isto."

"Para evitar o relaxamento prefiro ouvir o barulho dos inimigos"

Com a habitual frontalidade, Mourinho reconheceu que tem inimigos, mas que isso até ajuda o rendimento da equipa que treina. "Não é crucial, mas é melhor [...] Especialmente nos momentos de sucesso, em que há tendência para relaxar", explica. "Desde criança que, em competição, também os meus amigos são inimigos naquele momento. A adrenalina é algo de que o teu corpo precisa, e para evitar o relaxamento prefiro ouvir o barulho dos inimigos."

Em resposta a um eventual regresso ao Inter de Milão (que treinou até 2010 e do qual diz ainda "ser fã"), o treinador insistiu que tem "mais dois anos de contrato" com o Real Madrid, equipa "líder da liga espanhola e com ótimas possibilidades de chegar às meias-finais da Liga dos Campeões".