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Guardiola e a derrota no Dragão. "Jackson jogou infiltrado"

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O FC Porto teve muito mérito e para o Bayern a eliminatória será um desafio a superar, diz Guardiola, lembrando que no Dragão os bávaros tiveram 60% de posse de bola

ANDREAS GEBERT/EPA

Com o avançado colombiano mais do que garantido no onze portista para o jogo desta terça-feira em Munique, o líder do Bayern diz que os bávaros só jogando bem e criando oportunidades de golo poderão ser apurados.

Expresso, com Lusa

Pep Guardiola estava com ela atravessada na garganta desde a derrota com o FC Porto (3-1) da passada quarta-feira, para a Liga dos Campeões. Mas esta manhã, na conferência de imprensa de antevisão do jogo da segunda mão dos quartos de final, o treinador do Bayern não resistiu e abordou a surpresa da titularidade de Jackson no 'onze' inicial, que o seu homólogo e compatriota tão bem soube esconder.



"O Jackson infiltrou-se e fez um esforço sobrehumano para jogar", largou o espanhol aos jornalistas quando se analisava a importância dos extremos portistas [Quaresma e Brahimi], nas diagonais do ataque portista em pressão aos centrais. O técnico campeão europeu pelo Barcelona confessou que tinha a noção da possibilidade de Jackson Martinez jogar. E percebendo que estaria a entrar em terreno movediço, Pep logo acrescentou que a situação "não tem nada de mal" e que "qualquer jogador pode infiltrar-se para jogar", dizendo até que valoriza muito isso, no sentido em que o colombiano fê-lo para poder ajudar a equipa.



Com a presença de Jackson mais do que garantida na equipa visitante para o jogo desta terça-feira na Arena de Munique (19h45, TVI), o líder do Bayern Munique considera que os bávaros só terão a possibilidade de eliminar o FC Porto jogando bem e criando oportunidades de golo. "Não vamos qualificar-nos só por dizer que queremos, que queremos correr muito, lutar muito. Qualificamo-nos se controlarmos as nossas emoções e jogarmos bem futebol, é a única maneira de passar e que a Allianz Arena nos ajude", disse.



Pep justificou que a "coragem e o desejo" fazem parte da Champions, evitando referir se o jogo de terça-feira será o mais importante da temporada para o Bayern. "É importante, mas também para o FC Porto, para a Juventus, para o Mónaco, para o Barcelona...", disse, referindo-se aos outros clubes que disputam os quartos de final.



A atitude do FC Porto na primeira mão foi também tema na conferência, com o espanhol a dizer não ter ficado surpreendido: "Sabíamos o que faziam, iam fazer pressão alta, e amanhã [terça-feira] vão fazer pressão alta". Para Guardiola, o FC Porto teve muito mérito e para o Bayern a eliminatória será um desafio a superar, lembrando que no Dragão os bávaros tiveram 60% de posse de bola.



Numa época de sérias dificuldades, com lesões de jogadores cruciais, como Alaba, Robben, Ribéry, Schweinsteiger e Javi Martinez, o treinador espanhol diz nunca ter trabalhado com situações tão difíceis. "Nunca trabalhei com situações tão complicadas, estamos a um passo de ser campeões da Liga, de estar nas meias-finais da Taça, até agora superámos tudo, não tenho nada a reparar aos jogadores", referiu, falando no orgulho que sente.



Guardiola disse também que nunca esquecerá esta fase e que os jogadores serão sempre vistos como heróis ao longo da sua carreira, desvalorizando as críticas que recebeu, sobretudo após perder no Dragão e com a demissão do médico do clube, na sequência da vaga de lesões que atingiu a equipa.



Para o jogo de terça-feira é provável o regresso de Schweinsteiger, que falhou a primeira mão. Guardiola ainda tem dúvidas quanto a Franck Ribéry, revelando que irá consultar a equipa médica mas que o mais certo é que o francês será novamente baixa. Bluff em jeito de resposta à surpresa de Jackson? Amanhã se verá...

O jogo será arbitrado pelo britânico Martin Atkinson, que foi este domingo nomeado pela UEFA.