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Era uma espécie de filme de terror, mas Fernando Santos salvou-se do "cutelo"

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Fernando Santos é um treinador castigado mas satisfeito. Dois jogos passam num instantinho

Inácio Rosa/Lusa

Sorridente, o selecionador português agradeceu ao presidente da FPF pela ajuda no processo da redução do castigo. Ou melhor, pela ajuda a livrar-se do "cutelo" que tinha preso.

Nunca se viu um treinador tão contente por ser castigado por dois jogos. Fernando Santos apareceu esta segunda-feira de tarde aos jornalistas, num hotel em Cascais, sorridente e claramente satisfeito por ter visto o castigo inicial de oito jogos reduzido para quatro (sendo dois de pena suspensa).

"Era uma espécie de cutelo que estava aqui preso", disse, apontando para a cabeça. "O que esperava era não ter sido castigado, mas a decisão foi tomada assim e resta-me aceitar naturalmente", acrescentou.

Antes de ser questionado pelos jornalistas, o selecionador agradeceu publicamente a Fernando Gomes pela "coragem" em apostar nele "num momento muito difícil", que "até podia ter posto em causa a função de presidente" da Federação Portuguesa de Futebol.

Santos estará afastado do banco nos jogos contra a Sérvia (domingo, 19h45, RTP1) e contra a Arménia (13 de junho, 17h00, RTP1), mas a questão não o preocupa. "Se não tivesse havido uma redução, teríamos de ponderar a situação, não pela parte técnica e táctica, que se podia resolver, mas pela imagem - estar num Europeu e não ter o selecionador no banco", disse.

"Tenho confiança absoluta na minha equipa técnica. Claro que gostava de estar no banco, mas confio neles e vai correr tudo bem", acrescentou. "Portugal vai ganhar. E vamos ficar quase em França [onde será realizado o  Europeu]."

O otimismo do selecionador estende-se não só à equipa técnica, mas também aos jogadores. "Vai servir de tónico. Eles vão dar-me esta vitória", afirmou com mais um sorriso.

Santos só não gostou muito de ser questionado sobre o momento de forma do Ronaldo. "Lá estamos nós outra vez... Cristiano em força", gracejou. "É o melhor do mundo. Eu preocupava-me era se ele não viesse."