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Di Stéfano e Cruijff arrasam José Mourinho

Treinador português do Real Madrid muito criticado pela postura defensiva no último clássico com o Barcelona.

Bruno Roseiro (www.expresso.pt)

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Reduzido mais uma vez a dez jogadores contra o Barcelona, o empate do Real Madrid valeu um ponto no campeonato e... várias críticas a José Mourinho, treinador dos merengues. De gregos e troianos, ou de adeptos de uma e outra equipa.

Alfredo Di Stéfano, um dos melhores jogadores de sempre do Real Madrid, insurgiu-se na crónica semanal no jornal "Marca" contra a estratégia de contra-ataque do conjunto comandado pelo português.

"A superioridade dos 'culé' foi clara e deu no planeta inteiro. Enquanto o Bracelona dava baile, o Real corria atrás da bola. Viu-se que a estratégia de contra-ataque não era a mais adequada e ficou evidente que o Barcelona é superior ao Real Madrid", escreveu Di Stéfano, que elogiou ainda o futebol de outro jogador rival: "O futebol de Messi é espetacular. É um exemplo de profissionalismo que não tem rival".

Se um diz mata...

Já Johan Cruijff, no artigo habitual no jornal "El Periodico", interroga-se pelos sete jogadores de cariz defensivo utilizados pelo Real Madrid numa partida jogada em casa.

"Esse é o maior elogio ao Barcelona. O Bernabéu não costuma permitir este tipo de esquemas aos treinadores e Fabio Capello, apesar de ter sido campeão, é o testemunho disso. José Mourinho é medroso mas astuto, como se viu nas respostas dadas na conferência de imprensa", salientou o antigo avançado holandês e ex-técnico do Barça.

Ainda assim, Cruijff deixou um alerta para a final da Taça do Rei: "José Mourinho é um treinador de títulos, não de futebol, se entendermos o desporto como um espetáculo. Se saiu com o que saiu no último jogo, quem sabe o que poderá fazer no Mestalla com um título e um jogo..."

Defesa vem de um... tenista

Entretanto, quem saiu em defesa de José Mourinho foi... Rafael Nadal. Após nova vitória no circuito ATP, no torneio de Monte Carlo, o tenista espanhol traçou comparações com a sua modalidade.

"No futebol, jogar bonito não é tudo. Todos os que quiseram jogar de igual para igual com o Barcelona deram-se mal. Por exemplo, quando perco 6-0 e 6-0 com um rival, mudo a minha forma de jogar na partida seguinte. Depois do 5-0, José Mourinho tinha de fazer alguma coisa", argumentou.