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Ciclismo: Diretor e médico da LA-MSS defendem-se de crimes por doping (vídeo)

Manuel Zeferino e Marcos Maynar, respetivamente diretor e médico da extinta equipa de ciclismo LA-MSS, enfrentam acusações de 16 crimes, por doping organizado, na Póvoa de Varzim. (Veja vídeo SIC)

Manuel Zeferino e o espanhol Marcos Maynar, respetivamente diretor desportivo e médico da extinta equipa de ciclismo LA-MSS, começam quarta feira a enfrentar as acusações de 16 crimes, num julgamento por doping organizado, na Póvoa de Varzim. 

O clínico e o técnico, vencedor de uma Volta a Portugal como corredor (1981) e de quatro como diretor desportivo (2001, 2002, 2004 e 2007), vão defender-se, cada um, de alegados oito crimes de "administração de doping" e oito crimes de "corrupção de substâncias medicinais e alimentares". 

O processo 4966/08.4TDLSB tem a primeira audiência agendada para as 14:00 de quarta feira, no Tribunal Judicial da Póvoa de Varzim. 

As provas que sustentam as imputações foram recolhidas numa operação conjunta da Polícia Judiciária (PJ) e do Conselho Nacional Antidopagem (CNAD), realizada em 19 de Maio de 2008 e sancionada pela nona secção do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, junto de vários elementos da equipa poveira, quando foi apreendido diverso material suspeito. 

Federação Portuguesa de Ciclismo acusou Zeferino e Maynar

Cerca de um mês depois, em junho de 2008, Zeferino, Maynar, o presidente do Póvoa Cycling Club e principal patrocinador, Luís Almeida, cinco atletas e um massagista foram suspensos preventivamente pelo organismo disciplinar da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC). 

Um ano depois, a FPC levantou as suspensões preventivas, mas, com a acusação formal a Zeferino e Maynar, em outubro de 2009, decretou então a suspensão do médico por 10 anos e multou o treinador em 2800 euros, além de outras penas menores aos ciclistas Pedro Cardoso, Claúdio Faria e Afonso Azevedo, por "posse de substâncias proibidas", e Rogério Baptista, por "viciação de amostra de controlo antidopagem". 

João Cabreira, campeão nacional de 2008, também foi penalizado por viciação de amostra, mas foi ilibado depois de recorrer para o Conselho Jurisdicional da FPC, embora haja outro recurso em análise no Tribunal Arbitral do Desporto, acionado pela Agência Mundial Antidopagem. 

Segundo a legislação em vigor em maio de 2008, os dois antigos responsáveis pela LA-MSS arriscam penas de prisão de um a oito anos, pela adulteração de medicamentos ou alimentos, e de até dois anos, pelo fornecimento de substâncias dopantes a atletas. 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.