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César Brito. Nuno Gomes. E Lima

Lima bisou no Dragão

Getty

Lima fez de Nuno Gomes em 2005/06 e de César Brito em 1990/91: bisou e deu a vitória ao Benfica no Dragão. 2-0 e o Benfica já segue com seis pontos de avanço na liderança.

A história repete-se frequentemente. Do lado do FC Porto, a história no Dragão em clássicos é quase sempre a mesma: em 108 jogos, 49 vitórias. Do lado do Benfica, os números são menos simpáticos - apenas 12 vitórias -, mas também há uma história que se repete: a dos goleadores que bisam, como César Brito em 1990/91, Nuno Gomes em 2005/06 e, por fim, Lima, em 2014/2015.

Quando tudo indicava que Jonas seria o parceiro de Talisca na frente de ataque do Benfica no Dragão, Jorge Jesus surpreendeu e escolheu Lima, cuja época estava a ser uma desilusão, pelo menos em termos de finalização (3 golos em 12 jogos).

O coelho que JJ tirou da cartola resolveu um clássico em que tudo o resto foi mais ou menos expectável: Júlio César, André Almeida, Jardel, Luisão, Maxi, Samaris, Enzo, Gaitán, Salvio e Talisca contra Fabiano, Danilo, Indi, Marcano, Alex Sandro, Casemiro, Óliver, Herrera, Brahimi, Tello e Jackson.

O FC Porto começou mais forte do que os visitantes, com mais bola e a procurar explorar a profundidade nas costas da defesa do Benfica, mas a estratégia de JJ, baseada na forte organização defensiva, aliada à presença segura de Júlio César (que diferença em relação a Artur... e a Fabiano, que comprometeu no segundo golo), impediu o golo portista.

Lançamento limpinho 

Apesar de o FC Porto ter criado muito mais oportunidades de golo do que os rivais, foi o Benfica a marcar, num lance que gerou muitos protestos de Julen Lopetegui, sem razão. Num lançamento lateral de Maxi para a área, Lima apareceu sozinho (Alex Sandro depois assumiu a culpa do golo) e marcou de forma atabalhoada, com a anca (mais uma história a repetir-se: Lima também tinha marcado num lançamento lateral no clássico que ficou marcado por Kelvin, em 2012/13).

Lopetegui ficou a queixar-se porque o árbitro, Jorge Sousa, tinha pedido a Brahimi, que fazia oposição ao lançamento lateral de Maxi, que se afastasse. Mas não tinha razão nenhuma. "Todos os adversários têm de estar pelo menos a 2 metros de distância do local onde é executado o lançamento lateral", diz a lei 15 das regras do futebol. Menos uma polémica num clássico que até foi morno.

Mesmo sem a tal nota artística de que JJ tanto gosta, o Benfica foi muito mais eficaz do que os portistas, que nem puderam contar a habitual veia goleadora do melhor marcador do campeonato, Jackson Martinez, que acertou por duas vezes na trave na segunda parte. Após um remate de longe de Talisca, Fabiano defendeu a bola para a frente e Lima aproveitou para encostar para o 2-0 final. 

Mais uma história repetida: o último bis de Lima tinha sido em abril, contra o Olhanense, no jogo em que o Benfica foi campeão. Com seis pontos de avanço sobre o FC Porto, à 13ª jornada, só falta ao Benfica repetir mais uma história: ser bicampeão.