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A "mais bela derrota da vida" de Mourinho (vídeo)

José Mourinho apurou-se para a terceira final europeia da carreira, apesar do desaire na visita ao Barcelona. O técnico português classificou o resultado como a sua "mais bela derrota". (Veja vídeo SIC)

O treinador português do Inter de Milão, apurado para a final da Liga dos Campeões, com um desaire (1-0) na visita ao FC Barcelona, após triunfo caseiro por 3-1, classificou hoje o resultado como a sua "mais bela derrota". 

"Foi a mais bela derrota da minha vida. A mais bela de todas. Para os jogadores, os adeptos, para mim... Contra o 'Barça' é difícil com 11 (jogadores). Com 10, é um feito histórico. As nossas hipóteses de marcar (golos) ficaram reduzidas a zero. Uma equipa sem organização tática sofreria aqui quatro ou cinco golos", afirmou José Mourinho. 

O Inter de Milão ficou reduzido a 10 elementos aos 28 minutos desta segunda mão das meias finais da "Champions", por expulsão do brasileiro Thiago Motta, mas sofreu o único tento da partida aos 84, apontado por Pique.

"Esta equipa (Inter Milão) não é uma equipa de jovens que podem ainda esperar 15 anos para jogar uma final. Não vai haver mais 10 oportunidades de jogar um encontro desses. Os jogadores deixaram sangue no campo", continuou.

Sobre a animosidade com que foi recebido assim como o diretor de relações internacionais do clube milanês, o antigo internacional português Luís Figo, que se transferiu de forma polémica do FC Barcelona para o Real Madrid, Mourinho admitiu ironicamente que vai "acabar a carreira sem treinar o 'Barça'".

Figo já não é o inimigo público número 1

"Não sou estúpido para pensar que este ódio se vai transformar em amor. Respeito muito o 'Barça' e nunca esquecerei os quatro anos aqui passados, mas criou-se algo à minha volta difícil de mudar. O Figo já pode vir cá tranquilo porque agora o inimigo público número um sou eu", afirmou. 

Por fim, Mourinho desvalorizou um breve desentendimento com o guarda-redes adversário, no final do jogo, e confessou o seu "amor" para com os "tiffosi" (adeptos) do Inter, revelando-se mais próximo destes do que dos do Chelsea, quando treinava o clube londrino, apesar de não gostar do futebol italiano: "Respeito-o, mas não o amo". 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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