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Hackers russos invadem ficheiros médicos de atletas americanas

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Serena Williams é uma das tenistas sobre quem foram reveladas informações

GETTY

A Agência Mundial Antidopagem já confirmou que as informações reveladas são verdadeiras e condenou o ataque feito por hackers, que veio revelar informações sigilosas sobre a toma de doping por parte de atletas conhecidos

Foram reveladas informações médicas privadas sobre três das mais famosas atletas americanas - as tenistas Serena e Venus Williams e a ginasta Simone Biles - por hackers informáticos russos, que entraram furtivamente na base de dados da Agência Mundial Antidopagem (AMA). Os documentos revelavam que as atletas receberam permissões médicas para usar drogas proibidas, escreve o jornal americano “The New York Times” esta terça-feira.

A veracidade das informações já foi confirmada pela AMA, que atribuiu a invasão a um grupo de ciberespionagem russo chamado “Tsar Team”, também conhecido como “Fancy Bear”. A agência “lamenta a situação” e está consciente da ameaça que a divulgação, através de ato criminoso, destas informações confidenciais representa para as atletas, confessa Olivier Niggli, diretor geral da AMA.

A agência antidopagem referiu que as atletas em questão solicitaram aprovação para tomar substâncias normalmente proibidas, mas que nenhuma das drogas constituía uma violação. Os atletas que possuem determinadas condições médicas podem pedir uma permissão médica especial para tomar substâncias proibidas, sendo que a lista destas substâncias é atualizada todos os anos.

Segundo os dados publicados pelos hackers russos, a ginasta Simone Biles, que conquistou quatro medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, acusou num teste uma das substâncias proibidas que está na lista.

Por seu lado, a Federação de Ténis Internacional confirmou também que foram concedidas exceções às irmãs Williams para tomarem substâncias que estão incluídas na lista. De acordo com os dados publicados pelo “Fancy Bear”, a tenista Serena Williams tomou prednisona, prednisolona, metilprednisona, hidromorfona e oxicodona, entre 2010 e 2015. Já a sua irmã, Venus, tomou prednisona, prednisolona, triamcinolona e formoterol, escreve o jornal “The Guardian”.

O grupo de hackers escreveu no seu website que os Estados Unidos tiveram uma “prestação [nos Jogos Olímpicos] boa mas que não foi justa”. Admitiram ainda que vão publicar mais informações médicas sobre outros atletas mundiais nos próximos dias.