Siga-nos

Perfil

Expresso

Desporto

GP da Bélgica: Nico Rosberg só recuperou 10 pontos

  • 333

OLIVIER MATTHYS / EPA

Quando esperava reduzir de forma substancial o seu atraso (19 pontos) em relação ao inglês Lewis Hamilton (Mercedes), o alemão Nico Rosberg (Mercedes) limitou-se a recuperar 10 pontos, por força das circunstâncias que marcaram o GP da Bélgica

À partida tudo jogava a favor do alemão, que largava da “pole”, enquanto o seu companheiro de equipa arrancava da última linha, ao lado de outro campeão do mundo, o espanhol Fernando Alonso (McLaren/Honda), naquele que terá sido um momento histórico na F1: dois campeões do mundo lado a lado na derradeira linha.

E se era expectável que Lewis Hamilton chegasse, com relativa facilidade aos lugares pontuáveis, já parecia pouco provável que acabasse a corrida no pódio, como sucedeu, atrás de Nico Rosberg e do australiano Daniele Ricciardo (Re Bull/TAG Heuer).

Nico Rosberg fez tudo o que tinha a fazer, ao dominar a corrida de fio a pavio, para alcançar a sexta vitória do ano, 20.º da carreira, o que lhe permite igualar o número de triunfos dos finlandeses Mika Hakkinen e Kimi Raikkonen.

Mas tudo começou a correr mal ao alemão, pouco depois da partida, quando o holandês Max Verstappen (Red Bull/Tag Heuer), que partilhava a primeira linha com Nico Rosberg, arrancou mal e foi ultrapassado pelos Ferrari do Kimi Raikkonen e do alemão Sebastian Vettel. Estes partilhavam a segunda linha com o alemão a arrancar melhor do que o seu colega de equipa.

Só que na travagem para o gancho de “La Source”, Max Verstappen “meteu por dentro”, na tentativa de recuperar o segundo lugar, com o Red Bull e os dois Ferrari a ficarem quase lado a lado, o “toque” entre eles a tornar-se inevitável e a provocar o consequente atraso. Lewis Hamilton viu três dos mais difíceis opositores para ultrapassar a ficarem atrás de si.

De forma natural, Lewis Hamilton foi subindo na classificação e quando a corrida foi interrompida, na nona volta, em consequência do violento despiste do dinamarquês Kevin Magnussen (Renault), no cimo do “Radillon”, um dos pontos mais rápidos do traçado belga, o inglês já era quinto. Estava atrás de Nico Rosberg, Daniel Ricciardo, Nico Hulkenberg (Force Índia/Mercedes) e Fernando Alonso, também ele autor de uma notável recuperação.

No recomeço da corrida, Lewis Hamilton depressa chegou ao terceiro lugar, mas demasiado longe de Daniel Ricciardo para pensar numa “dobradinha” da Mercedes. Limitou-se a manter a posição, com a Force Índia a estar em plano de evidência ao alcançar o quarto (Nico Hulkenberg) e quinto (Sérgio Perez) lugares, o que lhe permitiu ascender ao quarto posto entre os construtores, atrás das dominadoras Mercedes, Red Bull e Ferrari.

Com a corrida “estragada” pelo incidente inicial, o alemão Sebastian Vettel (Ferrari), o melhor dos homens da marca italiana, que para a semana “joga em casa”, terminou em sexto. Ficou à frente de Fernando Alonso, que chegou a ser quarto, mas perdeu algumas posições nas últimas voltas.

Classificação

1.º, Nico Rosberg (Mercedes MGP W07/Mercedes), 44 voltas (308,052 km), em 1.44’51,058” (176,279 km/h); 2.º, Daniel Ricciardo (Red Bull RB12/TAG-Heuer), a 14,113”; 3.º, Lewis Hamilton (Mercedes MGP W07/Mercedes), a 27,634”; 4.º, Nico Hulkenberg (Force India VJM09/Mercedes), a 35,907”; 5.º, Sergio Perez (Force India VJM09/Mercedes), a 40,660”; 6.º, Sebastian Vettel (Ferrari SF16-H/Ferrari), a 45,394”; 7.º, Fernando Alonso (McLaren MP4-31/Honda), a 59,445”; 8.º, Valtteri Bottas (Williams FW38/Mercedes), a 1’00,151”; 9.º, Kimi Raikkonen (Ferrari SF16-H/Ferrari), a 1’01,109”; 10.º, Felipe Massa (Williams FW38/Mercedes), a 1’05,873”; 11.º, Max Verstappen (Red Bull RB12/TAG-Heuer), a 1’11,138”; 12.º, Esteban Gutierrez (Haas VF-16/Ferrari), a 1’13,877”; 13.º, Romain Grosjean (Haas VF16-Ferrari), a 1’16,474”; 14.º, Daniil Kvyat (Toro Rosso STR11/Ferrari), a 1’27,097”; 15.º, Jolyon Palmer (Renault RS16/Renault), a 1’33,165; 16.º, Esteban Ocon (Manor MRT05/Mercedes), a 1 volta; 17.º, Felipe Nasr (Sauber C35/Ferrari), a 1 volta.

Classificações dos Mundiais, depois do GP da Bélgica:

PILOTOS

1.º, Lewis Hamilton, 232 pontos; 2.º, Nico Rosberg, 223; 3.º, Daniel Ricciardo, 151; 4.º, Sebastian Vettel, 128; 5.º, Kimi Raikkonen, 124; 6.º, Max Verstappen, 115; 7.º, Valtteri Bottas, 62; 8.º, Sergio Perez, 58; 9.º, Nico Hulkenberg, 45; 10.º, Felipe Massa, 39; 11.º, Fernando Alonso, Carlos Sainz, 30; 13.º, Romain Grosjean, 28; 14.º, Daniil Kvyat, 23; 15.º, Jenson Button, 17, 16.º, Kevin Magnussen, 6; 17.º, Stoffel Vandoorne, Pascal Wehrlein, 1

CONSTRUTORES

1.º, Mercedes AMG Petronas F1 Team, 455 pontos; 2.º, Infiniti Red Bull Racing, 274; 3.º, Scuderia Ferrari, 252; 4.º, Sahara Force Índia F1 Team, 103; 5.º, Williams Martini Racing, 101; 6.º, McLaren/Honda, 48; 7.º, Scuderia Toro Rosso, 45; 7; 8.º, Haas F1 Team, 28; 9.º, Renault Sport F1 Team, 6; 10.º, Manor Racing MRT, 1.

Próxima prova: GP de Itália, no Circuito de Monza, dia 4 de Setembro