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Ao serviço da propaganda nazi

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Adolf Hitler, rodeado por responsáveis do regime nazi, no estádio olímpico de Berlim

Erich Andres / COMITÉ OLÍMPICO INTERNACIONAL

Ao atribuir os Jogos de 1936 a Berlim, o Comité Olímpico Internacional deu um passo no sentido da normalização da relação com a Alemanha, rejeitada pelo mundo olímpico após Grande Guerra. A subida ao poder de Adolf Hitler trocou as voltas. O Führer encarou os Jogos como um palco de demonstração da superioridade ariana sobre os “inferiores” judeus e negros. Um afroamericano do Alabama provou na pista que Hitler estava errado. Este é o décimo primeiro de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

Margarida Mota

Jornalista

A decisão de atribuir os XI Jogos a Berlim foi tomada em 1931, ainda durante a República de Weimar e antes da ascensão do Partido Nacional Socialista (nazi) ao poder. A cidade favorita era Barcelona, mas a proclamação da II República Espanhola, a 14 de abril de 1931, dias antes da votação, assustou o Comité Olímpico Internacional (COI).

Berlim era uma cidade em espera há pelo menos 20 anos. Recebeu os Jogos de 1916 que foram cancelados devido à I Guerra Mundial. Penalizada pelo seu papel no conflito, a Alemanha regressou ao convívio olímpico em 1928. Atribuir os Jogos de 1936 ao país era um passo no sentido da normalização da relação dos alemães com o COI e com o mundo.

Mas com a consagração de Adolf Hitler como chanceler alemão, a 30 de janeiro de 1933, aos poucos, foram-se revelando indícios de que a política não estaria ausente dos Jogos. Em 1934, Bruno Malitz, porta-voz nazi, condenou o desporto moderno por estar infestado de “franceses, belgas, polacos e judeus negros”. A 19 de agosto desse ano, um editorial da publicação “Der Volkische Beobachter” defendeu que os Jogos Olímpicos deviam ser exclusivos a atletas brancos.

O atleta alemão Fritz Schilgen entra no estádio olímpico de Berlim transportando a tocha olímpica. O público faz a saudação nazi

O atleta alemão Fritz Schilgen entra no estádio olímpico de Berlim transportando a tocha olímpica. O público faz a saudação nazi

Wikimedia Commons

Para os novos governantes, o evento — e os Jogos de inverno, em Garmisch-Partenkirchen, que antecediam os de verão — seria um gigantesco palco de propaganda do Terceiro Reich e de demonstração da superioridade dos arianos, “a raça pura”, através das qualidades dos seus atletas.

O mundo ainda não testemunhara os horrores do Holocausto nem os assaltos territoriais do poder nazi, mas as suas políticas racistas já provocavam repulsa. Introduzidas a 15 de setembro de 1935, as Leis de Nuremberga impunham a xenofobia e o antissemitismo e confirmavam o estatuto “sub-humano” (“untermensch”) dos judeus.

As leis para a “Proteção do Sangue Alemão” e da “Honra Alemã” proibiam casamentos e relações sexuais extraconjugais entre judeus e alemães, e o emprego de mulheres alemãs com idade inferior a 45 anos em casas de judeus. As penas iam de trabalhos forçados a prisão efetiva.

Hitler procurava dissipar as dúvidas que cresciam fora de portas e dava garantias de que atletas alemães judeus seriam autorizados a competir nos Jogos de Berlim, que a política não iria interferir e que o espírito olímpico seria respeitado.

Adolf Hitler, Rudolph Hess e Julius Streicher, na tribuna do estádio olímpico, assistindo à chegada dos atletas da maratona

Adolf Hitler, Rudolph Hess e Julius Streicher, na tribuna do estádio olímpico, assistindo à chegada dos atletas da maratona

COMITÉ OLÍMPICO INTERNACIONAL

O regime nazi procurava mascarar as suas reais intenções, e desmentir que as suas políticas eram discriminatórias, mandando retirar das ruas os indícios de perseguição aos judeus e convocando atletas de ascendência judaica, como a esgrimista Helene Mayer.

Campeã olímpica em 1928, em Los Angeles, Helene tinha ficado a viver nos EUA. Hitler pediu-lhe pessoalmente que regressasse à Alemanha para disputar a qualificação para os Jogos. Em Berlim, a esgrimista seria segunda, atrás da húngara Ilona Elek, igualmente judia. Helene competiu com a suástica no uniforme e fez a saudação nazi quando subiu ao pódio.

A alemã Helene Mayer, ao centro, ladeada por duas outras esgrimistas, uma austríaca, outra húngara

A alemã Helene Mayer, ao centro, ladeada por duas outras esgrimistas, uma austríaca, outra húngara

COMITÉ OLÍMPICO INTERNACIONAL

Outros atletas alemães judeus foram excluídos com o argumento de não pertencerem a clubes desportivos “oficiais”, apesar de terem obtido resultados que os qualificavam. Era o caso de Gretel Bergmann, detentora do recorde nacional do salto em altura, que as autoridades nazis apagariam dos registos.

Em novembro de 2009, a Federação Alemã de Atletismo reconheceu o recorde e reabilitou a atleta. Aos 102 anos, Gretel vive nos EUA (tem cidadania americana desde 1942). Em Berlim, foi substituída por Dora Ratjen, que ficaria em quarto lugar e que, mais tarde, se descobriria ser… um homem.

Pódio do salto em altura dos Campeonatos da Europa de Atletismo de 1938, em Viena: Dora Ratjen foi medalha de ouro

Pódio do salto em altura dos Campeonatos da Europa de Atletismo de 1938, em Viena: Dora Ratjen foi medalha de ouro

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Apesar das dúvidas e desconfianças que cresciam, o COI decide não retirar à Alemanha a organização dos Jogos. Nos Estados Unidos, um movimento apelando ao boicote, impulsionado pelo membro do COI Ernest Lee Jahncke, tinha cada vez mais apoio entre congressistas, clérigos de todas as confissões, jornalistas, artistas e escritores.

Duas posições esgrimiam argumentos: uns defendiam que participar seria apoiar as posições antissemitas de Hitler; outros diziam que havia que participar, ganhar aos alemães e assim minar as teorias da superioridade ariana. Avery Brundage, o Presidente do Comité Olímpico Americano, opunha-se a esta reação, declarando haver uma conspiração “judaico-comunista” para impedir a participação dos EUA.

“Jogos Olímpicos Alemães”

O próprio COI era equívoco em relação à chamada “questão judaica”. Numa carta enviada a Avery Brundage, J. Sigfrid Edström, vice-presidente do organismo, disse-lhe: “Não estou de forma alguma a favor [da perseguição aos judeus], mas compreendo totalmente que teria de haver uma alteração... uma grande parte da nação alemã era liderada pelos judeus e não pelos próprios alemães. Mesmo nos EUA, pode chegar o dia em que se terá de parar as atividades dos judeus. Eles são inteligentes e não têm escrúpulos”.

Alertado para o facto de alguns países convidados optarem por desistir em sinal de protesto, Hitler disse que, nesse caso, teriam lugar simplesmente os “Jogos Olímpicos Alemães”.

Os EUA acabariam por decidir participar nos Jogos de Berlim, após uma votação renhida. “A política e o desporto não se podem misturar. A única oportunidade de sobrevivência do movimento olímpico é manter-se alheio da política”, defendia Avery Brundage.

Confidencialmente, muitos acusavam Brundage de ser antissemita. Ele viria a ser o Presidente do COI à época dos Jogos de Munique de 1972. Então, deu “luz verde” à continuidade das competições após o massacre de 11 membros da delegação de Israel num ataque terrorista. “Os Jogos devem contiduar”, diria.

Praça Adolf Hitler (futura Praça Theodor-Heuss), adornada com propaganda nazi, em Berlim

Praça Adolf Hitler (futura Praça Theodor-Heuss), adornada com propaganda nazi, em Berlim

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Para se prepararem à altura da responsabilidade requerida por estes Jogos, os atletas alemães beneficiaram de orçamento ilimitado e de um ano de treinos na Floresta Negra. Não se lhes exigia menos do que a vitória.

O estádio foi ampliado para poder receber 110 mil espectadores e a piscina 18 mil. O sistema de transportes dos atletas era eficiente e os equipamentos de contagem de tempos e de foto-finish eram os mais sofisticados alguma vez usados. Nas principais ruas de Berlim, havia grandes bandeiras com a suástica em abundância.

Tudo em grande para impressionar os visitantes e quem assistia à distância — os Jogos de Berlim seriam os primeiros a serem transmitidos pela rádio e pela televisão. A grandeza dos Jogos — o sucesso do regime e o orgulho nacional do povo — seria documentada pela cineasta e simpatizante nazi Leni Riefenstahl no filme “Olympia” (1938). Dividido em duas partes (“Festival das Nações” e “Festa da Beleza”) —, onde não faltam multidões sorridentes a desfrutarem do espetáculo.

O esgrimista italiano Giulio Gaudini, que ganhou quatro medalhas em Berlim, rodeado de fãs

O esgrimista italiano Giulio Gaudini, que ganhou quatro medalhas em Berlim, rodeado de fãs

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A 2 de julho, Hitler declarou abertos os XI Jogos, numa cerimónia que mais se assemelhou a uma coroação. Na tribuna, acolitado por outras figuras sinistras do regime nazi, o Führer via 100 mil alemães esticarem o braço e ouvia-os gritar o fanático “Heil Hitler”.

Perante aquele mar de suásticas, os atletas eram supostos saudarem Hitler também. Franceses e italianos fizeram-no, britânicos e norte-americanos não.

Reações diferentes diante das autoridades alemãs: o barreirista norte-americano Forrest Towns não faz a saudação nazi, ao contrário da velocista italiana Trebisonda Valla

Reações diferentes diante das autoridades alemãs: o barreirista norte-americano Forrest Towns não faz a saudação nazi, ao contrário da velocista italiana Trebisonda Valla

COMITÉ OLÍMPICO INTERNACIONAL

No medalheiro, pela primeira vez na história dos Jogos, a Alemanha roubou o primeiro lugar aos EUA, conquistando 89 medalhas (33 de ouro), contra 56 dos norte-americanos (24 ouros). Entre os medalhados norte-americanos havia dez afroamericanos, que conseguiram um total de oito ouros, quatro pratas e dois bronzes.

Quatro medalhas de ouro (100m, 200m, estafeta 4x100m e salto em comprimento) foram ganhas pelo mesmo homem: o afroamericano James Cleveland Owens (a alcunha JC, usada por familiares e amigos, seria confundida na escola com “Jesse”), que assim deitaria por terra as teses do nacional-socialismo alemão e o mito da superioridade ariana. (Veja aqui as várias corridas de 100 m de Jesse Owens em Berlim. A final está ao minuto 3:30.)

O quarteto norte-americano que venceu a estafeta 4x100 m, em Berlim. Jesse Owens é o atleta da esquerda

O quarteto norte-americano que venceu a estafeta 4x100 m, em Berlim. Jesse Owens é o atleta da esquerda

COMITÉ OLÍMPICO INTERNACIONAL

Nascido em 1913, no Alabama, este filho de agricultores e neto de escravos, o sétimo de onze irmãos, bateria em Berlim três recordes olímpicos e dois mundiais. Uma afronta para Hitler e todo o aparelho nazi.

“Os americanos devem ter vergonha de si próprios por deixarem que as suas medalhas sejam ganhas por negros”, afirmou então Baldour von Schirach, líder da juventude nazi. “Eu próprio nunca apertaria a mão a um deles.”

Muita bibliografia sobre os Jogos de 1936 refere que Hitler terá recusado apertar a mão a Jesse Owens na tribuna, algo que se exigia em virtude da ovação tributada pelo público nas bancadas. No livro “The Official History of the Olympic Games and the IOC”, David Miller arrisca outra versão da história. No primeiro dia de provas, os alemães ganharam as primeiras medalhas de ouro de sempre no atletismo. Perante a euforia dos espectadores, foram levados à tribuna para serem saudados pelo Führer.

Os três finlandeses que arrebataram o pódio dos 10.000 metros também foram levados até Hitler. Era quase noite e o Führer abandonou o estádio, falhando a cerimónia referente ao salto em altura, ganho pelo afro-americano Cornelius Johnson. Mais tarde, o presidente do COI, Baillet-Latour, fez saber a Hitler que, como convidado de honra, ou recebia todos os medalhados ou não recebia nenhum. E que se entendesse congratular algum em especial devia faze-lo em privado. Hitler optou pela segunda. A ser verdade, a questão “Jesse Owens” nunca se colocou.

Jesse Owens na companhia do alemão Luz Long, o seu principal rival no salto em comprimento e de quem se tornou amigo para a vida

Jesse Owens na companhia do alemão Luz Long, o seu principal rival no salto em comprimento e de quem se tornou amigo para a vida

Lothar Rübelt / COMITÉ OLÍMPICO INTERNACIONAL

“Aquilo que mais recordo foi a amizade que iniciei com Luz Long, o saltador de comprimento alemão”, recordaria Jesse Owens. “Ele era o meu rival mais forte, ainda assim foi ele que me aconselhou a ajustar a minha corrida nos saltos de qualificação, ajudando-me por isso a ganhar”.

Owens fizera dois saltos nulos e tinha apenas mais uma tentativa para se apurar para a final. Luz Long — um alemão de aparência clássica, alto, loiro e de olhos azuis — sugeriu-lhe que marcasse no chão o momento do salto, para não correr o risco de voltar a pisar a tábua de chamada. Owens seguiu o conselho e qualificou-se para a final, que viria a vencer.

“Posso derreter todas as minhas medalhas e taças, que nunca serão mais importantes do que a amizade que senti por Luz Long naquele momento”, diria Owens.

Após os Jogos de Berlim, esta amizade improvável continuou fora das pistas. “Correspondemo-nos regularmente até Hitler invadir a Polónia, depois as cartas pararam. Fiquei a saber mais tarde que Luz tinha morrido na guerra. Depois comecei a corresponder-me com o seu filho. Desse forma, a nossa amizade foi preservada.”

Elegante e talentoso, Jesse Owens é primeiro numa eliminatória dos 100 m, em Berlim

Elegante e talentoso, Jesse Owens é primeiro numa eliminatória dos 100 m, em Berlim

COMITÉ OLÍMPICO INTERNACIONAL

Os Jogos de Berlim teriam sido os de Jesse Owens em qualquer circunstância. O facto de terem coincidido com o triunfalismo nazi acentuou os seus feitos. Mas o regresso do atleta a casa seria amargo... “Hitler não me desprezou — foi Franklin Delano Roosevelt quem me desprezou. O Presidente nem sequer me enviou um telegrama”, diria o afroamericano.

Em campanha eleitoral para as presidenciais desse ano, Roosevelt negou-se a receber o atleta com receio de perder votos nos estados segregacionistas do sul.

Na Alemanha, Owens tinha partilhado alojamento com atletas brancos, enquanto em muitos hotéis nos EUA havia segregação. Apesar das medalhas ganhas, o atleta continuou a ter de entrar nos autocarros pela porta de trás e, aquando de uma receção em sua honra no Hotel Waldorf-Astoria, em Nova Iorque, teve de usar o elevador das traseiras.

Em 1982, a via de acesso ao estádio olímpico de Berlim foi batizada Avenida Jesse Owens.

Estádio olímpico de Berlim, durante os Jogos de 1936, com capacidade para 100 mil pessoas

Estádio olímpico de Berlim, durante os Jogos de 1936, com capacidade para 100 mil pessoas

A. Frankl / Wikimedia Commons

Os Jogos de Berlim foram os últimos realizados em vida de Pierre de Coubertin. Morreria a 2 de setembro de 1937, em Genebra. O seu coração foi sepultado em Olímpia num jazigo especialmente construído em sua honra. Não sobreviveria, pois, para ver, pela segunda vez, os Jogos serem derrotados pela política — duas edições seriam canceladas por causa da II Guerra Mundial.

Na cerimónia de inauguração dos Jogos de Berlim, num ato simbólico, a estrela dos Jogos de Atenas (1896), o grego Spiridon Louis, entregou a Adolf Hitler um ramo de oliveira. Cinco anos depois, a Alemanha invadia a Grécia.

  • Os Jogos do orgulho grego

    Ao atribuir à Grécia os primeiros Jogos da era moderna, em 1896, os pioneiros do movimento olímpico quiseram homenagear o país que os criou. Os cofres do erário grego não tinham verba suficiente, mas um benfeitor chegou-se à frente e tornou o sonho possível. Este é o primeiro de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Competir aos domingos não é para cristãos

    Os II Jogos Olímpicos, realizados em Paris, na pátria de Pierre de Coubertin, em 1900, ficaram na sombra de uma exposição universal e quase passaram despercebidos. Para complicar, atletas cristãos recusaram-se a competir aos domingos. Este é o segundo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • “Dias” da vergonha

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  • Organização inglesa, regras inglesas

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  • A morte saiu à estrada

    Nuns Jogos bem organizados em que pela primeira vez participaram atletas dos cinco continentes — em 1912, em Estocolmo —, um português entrou para a história pelas piores razões. Ainda hoje, o drama de Francisco Lázaro é recordado na Suécia. Houve reclamações. Este é o quinto de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

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    A eclosão da I Guerra Mundial levou ao cancelamento dos VI Jogos previstos para 1916, em Berlim. A política levou a melhor sobre o desporto, violando um dos princípios sagrados dos Jogos da Antiguidade: as tréguas olímpicas. Este é o sexto de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • Retomar as Olimpíadas para ajudar à paz

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  • Momentos de glória, como no filme

    Em 1924, vivia-se em todo o mundo a tranquilidade entre guerras. Paris assegurou a organização dos VIII Jogos Olímpicos e, à segunda, não comprometeu. As prestações de alguns atletas despertaram o interesse do cinema. Este é o oitavo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

  • O casamento com a Coca Cola

    No pós-guerra, a Europa tornou-se a zona de conforto dos Jogos Olímpicos. Após Bélgica e França, o evento seguiu para a Holanda, que assegurou a IX edição, em Amesterdão (1928). Para as mulheres, a saída de Pierre de Coubertin da presidência do movimento olímpico foi uma boa notícia. Este é o nono de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época

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    A crise financeira mundial e a distância física até aos Estados Unidos fez diminuir o número de participantes nos Jogos de 1932. Para chegar a Los Angeles, atletas brasileiros tiveram de vender sacos de café pelo caminho. Amantes do desporto e talentosos para o espetáculo, os norte-americanos não pouparam nos luxos para os atletas. Este é o décimo de 29 artigos que revisitam cada uma das Olimpíadas — de Atenas (1896) a Londres (2012) —, inserindo-as no contexto político e social da época