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Falsos sites, perigosas redes de wifi e outros esquemas para enganar quem vai ao Rio 2016

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GETTY

Uma empresa de segurança informática alerta para diversos esquemas montados por cibercriminosos, que têm como alvo aqueles que se deslocam por estes dias para assistir aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro

Falsas páginas dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, redes de wifi não seguras, para além de falsas caixas de multibanco, são alguns dos esquemas em que facilmente podem cair aqueles que se deslocam ao Brasil e à capital carioca para assistirtem à competição, alerta um relatório elaborado pela empresa de segurança informática Kaspersky Lab.

Para além dos roubos tradicionais, o cibercrime surge como uma nova ameaça no Rio 2016. Cerca de 230 sites falsos e fraudulentos associados à competição foram detetados pela Kaspersky. Alguns pretendem obter dados pessoais dos utilizadores, outros incluem fraudes mais elaboradas, propondo vender bilhetes para os jogos que acabam por revelar-se falsos. A empresa recomenda que não se comprem ingressos em mercados não oficiais, uma vez que não há forma de comprovar a autenticidade dos mesmos.

Outro esquema passa pela obtenção dos dados dos utilizadores quando estes acedem à internet através das redes de wifi abertas que foram disponibilizadas em diversas zonas do Rio de Janeiro. No total, existem 4500 pontos de acesso, a maioria dos quais disponibilizando serviço de streaming multimedia “muito bom”; mas 18% dos mesmos não são seguros e estão configurados de forma aberta, e noutros 7% não estão sequer protegidos. O resultado é que 25% destas redes de wifi estão vulneráveis a hackers. A empresa de segurança informática aconselha por isso a que apenas se aceda a este tipo de rede quem o saiba fazer de forma segura.

Outra potencial risco são os locais onde se pode carregar os telemóveis através de portas USB, que podem também ser usadas para descarregar dados pessoais, sendo por isso preferível que se recorra aos tracionais carregadores.

Como se isto não chegasse, há ainda o perigo das falsas entradas para cartões de crédito e de multibanco colocadas nas caixas de levantamento (nestes casos, a luz verde das caixas não surge acesa). A Kaspersky recomenda que em caso de dúvida não se coloque os cartões nas caixas, que se tape o teclado quando se introduz o código e que não se perca de vista os cartões quando são entregues a comerciantes para efetuar pagamentos.