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O rali da Guarda que é uma reinação

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Organizado pelo Clube Escape Livre, o Rali BIC Guarda de rali propriamente dito tem muito pouco. Ou quase nada. Até a prova de maneabilidade que decide quem leva a taça é por muitos dos “pilotos”, ou até a maioria, aproveitada para a galhofa

O Grande Prémio da Áustria de Fórmula 1, o Rali da Polónia ou a Rampa do Caramulo, entre muitas outras competições motorizadas agendadas para este fim de semana, vão certamente atrair as atenções de muitos adeptos. Uma coisa é certa: nenhuma delas será seguramente tão divertida quanto o Rali BIC Guarda, que mais uma vez vai levar à cidade mais alta do país antigos e atuais pilotos de ralis e de velocidade, diretores de provas, jornalistas e diretores de marcas automóveis, entidades oficiais e outros convidados.

Com o selo de qualidade de organização do Clube Escape Livre, a edição deste ano do rali retoma o mesmo objetivo da primeira hora: promover um encontro onde impere a diversão e sobrem as memórias para mais tarde contar aos netos, sem esquecer a defesa dos valores da Guarda e das suas gentes que tão bem sabem receber – e tudo isto sob o pretexto de ver quem é que leva para casa a taça do primeiro lugar.

A verdade é que este Rali BIC Guarda de rali propriamente dito tem muito pouco. Até a prova de maneabilidade que estabelece a classificação é por muitos, para não dizer quase todos, aproveitada para a reinação. O próprio diretor, Luís Celíneo, fala de uma prova “atípica” e o segredo do êxito acumulado a cada realização será mesmo esse.

Até a prova de maneabilidade que estabelece a classificação é por muitos, para não dizer quase todos, aproveitada para a reinação

Até a prova de maneabilidade que estabelece a classificação é por muitos, para não dizer quase todos, aproveitada para a reinação

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A verdade é que todos os anos os “clientes do costume”, alguns já de segunda geração, não perdem o ritual de rumar à cidade para um fim de semana bem-disposto e bem passado, num rodopio de acontecimentos que desta feita inclui passagens pelo Museu da Miniatura Automóvel de Gouveia; o Parque Senhora dos Verdes, da Guarda, onde vai decorrer a prova de maneabilidade, desta feita antecipada para sábado à tarde; e no domingo uma visita guiada e encenada ao centro histórico da capital da Beira Baixa. Sem esquecer, como é óbvio, a obrigatória passagem pela piscina do Hotel Lusitânia, para os mergulhos e tropelias da praxe, no fim da tarde deste sábado, um dos locais mais disputados pelos participantes.

Entre estes, uma referência muito especial para Francisco Romãozinho, vencedor do Rali de Portugal em 1969 com um Citroën DS 21, carro que também levou ao Rali de Monte Carlo, mas que nesta deslocação à Guarda troca o “boca de sapo” por um Alfa Romeo.

Quanto às peripécias da Áustria ou do Caramulo, sem esquecer o Euro de França, os smartphones encarregar-se-ão de manter tudo e todos informados.