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Sébastien Ogier já comanda em Itália

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Octávio Passos / Getty Images

Tricampeão mundial fez questão de ser o mais rápido no curto troço inaugural do rali disputado na Sardenha e parte esta sexta-feira para a estrada com três décimos de segundo de avanço sobre o finlandês Jari-Matti Latvala e o estónio Ott Tanak

Pedro Roriz

A curta especial (apenas dois quilómetros) que abriu o Rali de Itália, sexta prova do WRC (Campeonato do Mundo de ralis) não podia provocar grandes diferenças, mas Sébastien Ogier (VW Polo R WRC) impôs a sua lei e é o primeiro comandante da prova.

Apesar do bom começo, o piloto francês pode a qualquer momento abandonar o rali que se disputa na Sardenha, caso seja pai, o que deverá acontecer nos próximos dias.

Numa prova de classificação deste tipo, concebida para o espectáculo e para mostrar os participantes ao público, o importante é não correr riscos, porque nada se ganha mas tudo se pode perder. Mas o tricampeão do mundo fez questão de ser o mais rápido e vai partir, esta sexta-feira, para a estrada com três décimos de segundo de avanço sobre o finlandês Jari-Matti Latvala (VW Polo R WRC), seu colega de equipa, e o estónio Ott Tanak (Ford Fiesta RS WRC), que coloca a marca da oval numa posição que não tem sido muito habitual este ano.

Batida nas duas últimas provas (Argentina e Portugal), a VW entrou a todo o gás na Sardenha e viu o seu terceiro homem, o norueguês Andreas Mikkelsen (VW Polo R WRC) ficar a 0,6 segundos do francês, com o holandês Kevin Abbring (Hyundai i20 WRC) a igualar o tempo do piloto da VW e tornar-se no melhor dos pilotos da marca sul-coreana, no “Ittiri Arena Show”, cenário do troço inaugural.

De assinalar que o checo Martin Prokop (Ford Fiesta RS WRC) foi penalizado em cinco minutos, por a equipa ter inadvertidamente rebentado um dos selos colocados nas verificações pelos Comissários Técnicos.

Sexta-feira os concorrentes cumprem uma dupla passagem por quatro especiais, que totalizam 104,86 km.

Classificação da Superespecial: 1.º, Sébastien Ogier/Julian Ingrassia (VW Polo R WRC), 2m 00,4s; 2.ºs, Jari-Matti Latvala/Mikka Antilla (VW Polo R WRC) e Ott Tanak/Raigo Molder (Ford Fiesta RS WRC), a 0,3s; 4.ºs, Andreas Mikkelsen/Anders Jaeger (VW Polo R WRC) e Kevin Abbring/Sebastian Marschall (Hyundai i20 WRC), a 0,6s; 6.ºs, Hayden Paddon/John Kenard (Hyundai i20 WRC) e Thierry Neuville/Nicolas Gilsoul (Hyundai i20 WRC), a 1,3s; 8.º, Dani Sordo/Marc Marti (Hyundai i20 WRC), a 1,6s; 9.ºs, Mads Ostberg/Ola Floene (Ford Fiesta RS WRC) e Teemu Suninen/Mkko Markkula (Skoda Fabia R5), a 1,9s.

Rali da Catalunha pode ter de mudar de percurso

Embora só tenha de colocar a prova na estrada em outubro, a organização do Rali da Catalunha pode ser forçada a alterar profundamente o traçado, uma vez que a Comarca de Priorat decidiu vetar a passagem da prova pela região.

Segundo os alcaides, os benefícios económicos são escassos para os estragos provocados pelo elevado número de espectadores nas especiais, já que a “Carta de Paisagem” assinada com os organizadores tem sido desrespeitada de forma sistemática.

Se a comarca e organização não chegarem a acordo, há quatro provas de classificação que desaparecem, o que obrigará os responsáveis da prova a encontrarem um traçado alternativo.

A dança das cadeiras

Com a edição de 2016 a decorrer, as atenções da FIA viram-se para o Mundial de ralis de 2017, ano em poderá haver mexidas nas provas que integram o calendário.

O poder do dinheiro fala cada vez mais alto e há países ricos desejosos de receberem o WRC, o que quer dizer que a Europa verá o número de provas reduzido para poder dar entrada aqueles que têm “argumentos” para o fazer.

Pelo que consta, as competições mais ameaçadas são as da Córsega e da Sardenha, por serem pouco interessantes do ponto de vista comercial para as marcas e por movimentarem menos público que outras provas. A Itália poderá manter-se no WRC se a prova regressar a San Remo, o que está longe de ser um dado adquirido.

Por questões de segurança, face ao desrespeito dos espectadores pelas normas de segurança estabelecidas, também México e Argentina poderão ser afastados, o que poderá abrir a porta, por exemplo, ao Abu Dhabi e à Jordânia, que já integrou o calendário.

Um assunto a seguir com atenção, embora o Vodafone Rali de Portugal pareça estar no lote das provas que estão garantidas, pela qualidade da organização e pelo excelente comportamento do público.