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Ogier vai ao Rali da Sardenha tentar matar a fome de vitórias

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O tricampeão mundial Sébastien Ogier já não não ganha há dois ralis

Octávio Passos / Getty Images

Há dois ralis que o tricampeão mundial não ganha uma prova do Mundial. Na prova italiana, o piloto da VW confronta-se com o “handicap” de ter de abrir a estrada

Pedro Roriz

Cenário desde 2004 do Rali de Itália, a Sardenha recebe a poartir desta quinta-feira a sexta prova do WRC (Campeonato do Mundo de ralis). Centrada em Alghero, a prova decidir-se-á em 19 especiais, com destaque para a dupla passagem pelos 44,26 km de Monte Lerno, a cumprir no sábado, troço que pode “cavar” diferenças significativas entre os pilotos presentes.

Como tem sucedido este ano, por estar no comando do Mundial, o francês Sébastien Ogier (VW Polo R WRC) vai abrir a estrada nos dois primeiros dias, o que, a exemplo do que sucedeu recentemente em Portugal, pode condicionar as suas aspirações à vitória e voltar a queixar-se do facto, apesar de muitas vezes isso não o impedir de vencer.

Contudo, o facto da Citroën não estar presente não vai colocar o inglês Kris Meeke em posição de tirar partido do facto de encontrar a estrada limpa pelo campeão francês e poder chegar à vitória, como sucedeu em Portugal.

Averdade é que a VW chega à Sardenha após duas derrotas seguidas (Argentina e Portugal), o que não tem sido habitual- E com a agravante de o neo-zelandês Hayden Paddon (Hyundai i20 WRC), que em 2015 esteve na luta pela vitória e moralizado pelo triunfo na Argentina, apostado em “vingar” essa derrota e a manter a marca alemã afastada dos triunfos.

Sexto na estrada, o finlandês Jari-Matti Latvala (VW Polo R WRC) pode ser o ponta de lança da equipa Volkswagen, já que Ogier e o norueguês Andreas Mikkelsen serão os dois primeiros a entrar em acção. Já o belga Thierry Neuville (Hyundai i20 WRC), de novo despromovido para a equipa secundária e nono na estrada, pode aproveitar para causar uma surpresa.

Entretanto, começam a ser conhecidas as propostas para a regulamentação do Campeonato do Mundo em 2017 e uma delas passa pela autorização de as equipas inscreverem três carros, pontuando os dois melhores, em vez de terem de indicar antecipadamente quais os pilotos que vão pontuar em cada prova.

Por sua vez, os novos WRC que serão estreados no próximo ano só poderão ser guiados por pilotos autorizados pela FIA, o que significa que ter muito dinheiro não vai ser suficiente para um qualquer piloto guiar um carro de topo. Isto pode abrir a porta para a criação de um campeonato para privados, hipótese que entidade federativa internacional não descarta, com os carros atuais para permitir que se mantenham em competição.

Classificações dos Mundiais antes da prova italiana:

Pilotos – 1.º, Sébastien Ogier, 114 pontos; 2.º, Andreas Mikkelsen, 67; 3.º, Mads Ostberg, 58; 4.º, Hayden Paddon 57; Dani Sordo, 56; 6.º, Jari-Matti Latvala, 37; Kris Meeke, 26; 8.º, Ott Tanak, 24; 9.º, Thierry Neuville, 23; 10.º, Eric Camilli, 14; 11.º, Stéphane Lefenvre, Martin Prokop, 10; 13.º, Henning Solberg, 8; 14.º, Marcos Ligato, Elfyn Evans, 6; 16.º, Craig Breen, Lorenzo Bertelli, 4; 18.º, Teemu Suninen, 3; 19.º, Esapekka Lappi, Pontus Tidemand, Nicolas Fuchs, 2; 22.º, Armin Kremer, Valeriy Gorban, 1.

Marcas – 1.º, VW Motorsport, 145 pontos; 2.º, Hyundai Motorsport, 96; 3.º, M-Sport World Rally Team, 82; 4.º, VW Motorsport II, 82; 5.º, Hyundai Motorsport N, 51; 6.º, DMack World Rally Team, 30; 7.º, Jipocar Czech National Team, 12; 8.º, Yazeed Racing, 4