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Duelo luso-polaco no Rali dos Açores

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Ricardo Moura ainda deu luta ao polaco Kajetan Kajetanowicz na primeira etapa. mas as condições atmosféricas não o ajudaram com a escolha de pneus feita

Pedro Roriz

O intenso duelo entre o polaco Kajetan Kajetanowicz (Ford Fiesta R5) e o português Ricardo Moura (Ford Fiesta R5) marcou a etapa inaugural do Azores Airlines Rallye, pontuável para o Campeonato da Europa de Ralis.

A “jogar em casa”, o português fez jogo igual com o polaco ao perder a especial de abertura por dois décimos de segundo, para de seguida “saltar” para o comando, perder essa posição no terceiro troço e cair para quarto no final da etapa, em consequência dos 11,22 segundos perdidos na curta (3,95 km) Superespecial Grupo Marques.

Ricardo Moura explicaria que o tempo perdido nesse troço teve origem no facto “de ter utilizado pneus duros e muito desgastados, que tornaram difícil guiar nestas condições”. É que como é típico nos Açores, depois de duas especiais com piso seco o nevoeiro fez a sua aparição na terceira classificativa, para a chuva a começar a cair antes do arranque da Superespecial.

Essas circunstâncias tornaram o piso cada vez mais “manteiga” à medida que as duplas iam cumprindo a classificativa. Para se ter uma ideia da dificuldade encontrada pelos pilotos, refira-se que o polaco perdeu 6,2 segundos para o lituano Ralfs Sirmacis (Skoda Fabia R5), que terminou o dia a um escasso segundo do primeiro lugar.

O russo Alexey Lukyanuk (Ford Fiesta R5) bateu na especial de abertura, perdendo 13,3 segundos para Kajetan Kajetanowicz, mas recuperou nas outras três especiais e terminou o dia em quarto lugar, a 3,7 segundos da liderança, o que deixa antever uma luta intensa, entre os três, pela vitória.

A “jogar em casa” e sem preocupações pontuais, Ricardo Moura pode entrar nessa discussão e transformar-se no “quarto mosqueteiro” do duelo pela vitória.

A seguir, o húngaro David Botka (Citroen DS3 R5), o checo Antoni Tlustak (Skoda Fabia R5) e os portugueses Fernando Peres (Ford Fiesta R5) e Pedro Meireles (Skoda Fabia R5) cabem todos num único segundo, com os portugueses a compensarem a falta de ritmo europeu com o profundo conhecimento do terreno.

Luís Miguel Rego (Ford Fiesta R5), apesar de estrear o carro e de abrir a estrada – por ter sido o último dos que podiam escolher a ordem de partida e já só sobrar a posição de que nenhum piloto gosta – fecha o “top ten” atrás de João Barros (Ford Fiesta R5) e à frente de José Pedro Fontes (Citroen DS3 R5), vitima de falta de potência do motor e com um único desejo: “Chegar ao fim do dia para a equipa resolver o problema”.

Esta sexta-feira será marcada pela dupla passagem pelos 26,52 km do troço Sete Cidades, uma das especiais míticas da prova açoriana, com Pico da Pedra – Golf (7.42 km) e Feteiras (7,46 km) a completarem o programa, também em duas passagens, mas com diferenças de tempo muito menores do que nas Sete Cidades, onde as condições meteorológicas, se houver nevoeiro, podem condicionar o desempenho dos pilotos.

Classificação no final da 1.ª etapa: 1.º, Kajetan Kajetanowicz/Jaroslaw Baran (Ford Fiesta R5), 22m30,8s; 2.º, Ralfs Sirmacis/Arturs Simins (Skoda Fabia R5), a 1s; 3.º, Alexey Lukyanuk/Alexey Arnautov (Ford Fiesta R5), a 3,7s; 4.º, Ricardo Moura/António Costa (Ford Fiesta R5), a 10,5s; 5.º, David Botka/Peter Szeles (Citroen DS3 R5), a 35s; 6.º, Antonin Tlustak/Ladislav Kucera (Skoda Fabia R5),a 35,4s; 7.º, Fernando Peres/José Pedro Silva (Ford Fiesta R5), a 35,6s; 8.º, Pedro Meireles/Mário Castro (Skoda Fabia R5), a 36s; 9.º, João Barros/Jorge Henriques (Ford Fiesta R5), 37,8s; 10.º, Luís Miguel Rego/Carlos Magalhães (Ford Fiesta R5), a 44,9s.