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Benzema: “Deschamps cedeu à pressão de uma parte racista de França”

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CHARLES PLATIAU / REUTERS

O internacional francês acusa o selecionador francês, Didier Deschamps, de ter cedido à pressão de “uma parte racista de França” ao deixá-lo de fora da convocatória, em entrevista ao jornal desportivo “Marca”

Karim Benzema teve uma época conturbada, no mínimo. Com a controvérsia do caso Valbuena, em que foi suspeito de chantagear um colega de balneário com um vídeo de cariz sexual, o jogador do Real Madrid tornou-se como que um ativo tóxico nos campos de futebol. “Quis ajudá-lo, nada mais, e a história acabou por se virar contra mim”, diz.

Se não ser convocado para o campeonato do Mundo da África do Sul foi duro, admite, perder este Euro “em casa” é “ainda mais difícil”. Em entrevista ao jornal desportivo “Marca” esta quarta-feira, o internacional francês acusa o selecionar Didier Deschamps de ter cedido à pressão de “uma parte racista de França” ao deixá-lo de fora da convocatória.

“Ele cedeu à pressão de uma parte racista de França. Tem de saber que em França o partido de extrema-direita chegou à segunda ronda nas últimas eleições. Não sei, então, se esta foi uma decisão só dele, porque sempre me dei bem com ele, e com o presidente. Bem, dei-me bem com todos”, afirmou.

Benzema faz, durante a entrevista, uma lavagem do espírito, onde diz que "na vida não se deve ser rancoroso" e "aprender com os erros". Eventualmente, "França vai perceber que foi injusta para mim", diz