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Espírito Santo escolhido para salvar o banco mau do FC Porto

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Manuel Queimadelos Alonso / Getty Images

Antigo guarda-redes portista e ex-treinador do Valência deverá ser anunciado logo que Pinto da Costa acerte a rescisão amigável com José Peseiro. A escolha de Nuno Espírito Santo não é consensual na SAD

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Nuno Espírito Santo, 42 anos, deverá ser apresentado como próximo treinador do FC Porto nas próximas horas, após Pinto da Costa ter fechado, este fim de semana, a contratação do ex-guardião portista com Jorge Mendes .

O nome do treinador que levou o Rio Ave à final da Taça da Liga e da Taça de Portugal em 2014, feito que lhe valeu a subida súbita à liderança do Valência, já tinha circulado em Janeiro nos corredores do Dragão para substituir Julen Lopetegui, mas Pinto da Costa preferiu apostar na experiência de José Peseiro para calar a contestação dos adeptos depois de falhada a vinda do desejado Marco Silva.

Ao que o Expresso apurou, a escolha de Nuno Espírito Santo não é unânime entre os administradores da SAD, tendo acabado por imposição de Jorge Mendes para refazer a equipa em jejum de títulos há três anos.

Apesar de Pinto da Costa ter anunciado há um mês, logo após ter sido reeleito, que já estava a preparar a próxima época com José Peseiro, o adeus ao treinador era só uma questão de tempo após o fiasco dos quatro meses de serviço pós-Lopetegui. Segundo fonte próxima do clube, a saída de Peseiro só não foi anunciada logo a seguir à derrota no Jamor, frente ao Sporting de Braga, para evitar o cenário de especulação e dúvidas na praça pública que se seguiu ao despedimento do técnico espanhol em janeiro.

“Foram duas semanas lamentáveis, que não se podiam repetir”, refere a mesma fonte, que adianta que está tudo a ser conduzido de forma a que José Peseiro “tenha uma saída limpa do FC Porto.”

A ainda escassa experiência de Nuno Espírito Santo como treinador principal está a causar alguma desconfiança na SAD portista, défice que a fação encabeçada por Pinto da Costa defende ser compensada pelo conhecimento da causa portista e do futebol português. E, já agora, um exemplo de portismo para apaziguar a ira dos adeptos com um banco em que qualquer um se arrisca a não ser campeão, ao contário do que sucedia num passado recente.