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Kris Meeke intocável

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O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa cumprimenta o piloto Kris Meeke

FERNANDO VELUDO/LUSA

O inglês Kris Meeke (Citroen DS3 WRC) entrou na história do Rali de Portugal ao sagrar-se vencedor da edição que assinala as bodas de ouro

É o segundo triunfo do piloto inglês. O primeiro aconteceu o ano passado na Argentina, com Kris Meeke a fazer uma fantástica gestão das circunstâncias que jogaram a seu favor.

“É um resultado fantástico para a equipa e mostra que o DS3 continua a ser um carro competitivo. Aproveitámos a posição em que estávamos, mas o pensamento já está em 2017”, dizia o inglês depois de ter confirmado o triunfo.

Apesar de dispor de um carro menos evoluído do que os seus adversários - pelo facto da Citroen ter “abdicado” da discussão do “Mundial” de Ralis este ano, para começar a preparação da “arma” com que vai atacar a edição de 2017, e de ter estado ausente nas provas efectuadas do outro lado do Atlântico (México e Argentina), com a consequente falta de ritmo - Kris Meeke chegou às florestais portuguesas e tirou partido do facto de ser o 13.º na estrada no primeiro dia, para se instalar no comando, com 31,9” de avanço sobre o francês Sébastien Ogier (VW Polo R WRC).

Penalizado por abrir a estrada, Ogier, campeão do mundo e comandante do campeonato, deu sempre a sensação de que não estava em condições de discutir a vitória, como o demonstra o facto de não ter resistido ao “ataque” do seu colega de equipa, o norueguês Andreas Mikkelsen (VW Polo R WRC), que terminou em segundo.

Restou ao francês a consolação de ter contabilizado mais três pontos, por ter sido o mais rápido na “Power Stage”, onde os “VW boys” arrecadaram os pontos em discussão, com Andreas Mikkelsen a contabilizar mais dois e o finlandês Jari-Matti Latvala um.

A dupla passagem pelas especiais de Vieira do Minho e Fafe permitiu a Andreas Mikkelsen “saltar” para o segundo lugar, logo em Vieira do Minho, a primeira classificativa do dia, ao beneficiar de um furo lento sofrido por Sébastien Ogier que teve de controlar o desejo de regressar ao segundo lugar, por já não ter pneus sobresselentes e não poder correr o risco de voltar a furar.

O francês furaria uma segunda vez, mas foi um furo lento, o que lhe permitiu meter ar no pneu, para vencer a “Power Stage” e ter de vir a fazer o mesmo até à chegada.

Sébastien Ogier reconheceu estar “contente por ter terminado, depois da série de pequenos problemas” que tive de enfrentar, enquanto Andreas Mikkelsen considerava que esta terá sido uma das suas melhores provas. “Estou contente por ter batido o Seb, em circunstâncias idênticas”, afirmou.

O espanhol Dani Sordo (Hyundai i20 WRC), em quarto, “salvou a honra” da marca sul-coreana, sem dúvida a mais infeliz na prova portuguesa, ao perder os seus três carros, dois deles de forma irremediável, ainda na fase inicial da prova.

Destaque para o quinto lugar do francês Eric Camilli (Ford Fiesta RS WRC), o seu melhor resultado da época, que foi o melhor dos pilotos da marca da oval, o que ainda não tinha sucedido.

O alemão Pontus Tidemand (Skoda Fabia R5) venceu entre os WRC2, com Miguel Campos (Skoda Fabia R5), a ser o melhor dos portugueses, 14.º da geral e quinto entre os R5 a 47,1” do pódio.

Bernardo Sousa (Ford Fiesta R2) foi outro português em destaque ao dominar o Troféu DMack, cuja vitória acabou por perder, na segunda passagem por Fafe, quando tinha 47,0” de vantagem sobre o inglês Osian Pryce (Ford Fiesta R2), por ter falhado uma travagem, saído de estrada e capotado.

Classificação final:

1.º, Kris Meeke/Paul Nagle (Citroen DS3 WRC), 3.59’01,0”; 2.º, Andreas Mikkelsen/Anders Jaeger (VW Polo R WRC), a 29,7”; 3.º, Sébastien Ogier/Julien Ingrassia (Citroen DS3 WRC9, a 34,5”; 4.º, Dani Sordo/Marc Marti (Hyundai i20 WRC), a 1’37,1”; 5.º, Eric Camilli/Benjamin Veillas (Ford Fiesta RS WRC), a 4’01,6”; 6.º, Jari-Matti Latvala/Mikka Antilla (VW Polo R WC), 4’06,9”; 7.º, Mads Ostberg/Ola Floene (Ford Fiesta RS WRC), 6’53,6”; 8.º, Martin Prokop/Jan Tomanek (Ford Fiesta RS WRC),a 10’24,1”; 9.º, Pontus Tidemand/Jonas Andresson (Skoda Fabia R5), a 11’45,2” (1.º WRC2); 10.º, Nicolas Fuchs/Fernando Mussano (Skoda Fabia R5), a 13’24,0”; …; 14.º, Miguel Campos/Carlos Magalhães (Skoda Fabia R5), 15’52,0”

Classificação do “Mundial”, depois da prova portuguesa:

PILOTOS – 1.º, Sébastien Ogier, 114 pontos; 2.º, Andreas Mikkelsen, 67; 3.º, Mads Ostberg, 58; 4.º, Hayden Paddon 57; Dani Sordo, 56; 6.º, Jari-Matti Latvala, 37; Kris Meeke, 26; 8.º, Ott Tanak, 24; 9.º, Thierry Neuville, 23; 10.º, Eric Camilli, 14; 11.º, Stéphane Lefenvre, Martin Prokop, 10; 13.º, Henning Solberg, 8; 14.º, Marcos Ligato, Elfyn Evans, 6; 16.º, Craig Breen, Lorenzo Bertelli, 4; 18.º, Teemu Suninen, 3; 19.º, Esapekka Lappi, Pontus Tidemand, Nicolas Fuchs, 2; 22.º, Armin Kremer, Valeriy Gorban, 1

MARCAS – 1.º, VW Motorsport, 145 pontos; 2.º, Hyundai Motorsport, 96; 3.º, M-Sport World Rally Team, 82; 4.º, VW Motorsport II, 82; 5.º, Hyundai Motorsport N, 51; 6.º, DMack World Rally Team, 30; 7.º, Jipocar Czech National Team, 12; 8.º, Yazeed Racing, 4

Próxima prova – Rali de Itália Sardenha, de 9 a 12 de Junho