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Vodafone/Rali de Portugal: Kris Meeke em modo gestão

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JOSÉ COELHO

O inglês Kris Meeke (Citroen DS3 WRC) está a 65,32 km de vencer, pela segunda vez, uma prova do WRC, juntando o sucesso em Portugal ao alcançado o ano passado na Argentina

Com 45,3” de avanço para gerir, sobre o francês Sébastien Ogier (VW Polo R WRC), nas quatro especiais de amanhã, tudo aponta para que o piloto da Citroen triunfe, ao volante de um carro cuja evolução parou no final do ano passado, o que não deixa de ser desprestigiante para as marcas que apostaram em novos carros.

E face às circunstâncias em que a etapa de amanhã vai arrancar tudo aponta para que Kris Meeke, que entrou em “modo de gestão” esta tarde, depois de ter sido o mais rápido nas três especiais da manhã, altura em que a sua vantagem chegou a ser superior a um minuto, seja o vencedor, com Sébastien Ogier e o norueguês Andreas Mikkelsen (VW Polo R WRC) a completarem o pódio, apesar do norueguês partir com uma desvantagem de 3,1”.

Contudo não é crível que a VW não dê indicações aos seus pilotos para manterem as posições, com o objectivo de cimentar o primeiro lugar do francês no comando do campeonato.

Por sua vez, o espanhol Dani Sordo (Hyundai i20 WRC) não pode tentar chegar ao pódio, porque tem de pensar em pontuar, uma vez que é o único dos pilotos da marca coreana em acção.

Na sexta-feira, Hayden Paddon saiu da estrada, o carro pegou fogo e o abandono foi inevitável e hoje Thierry Neuville ficou parado, na primeira passagem pelo Marão, por …falta de gasolina, pelo menos foi essa explicação avançada pela marca, o que não deixa de ser estranho, quando se trata de competição ao mais alto nível.

No que diz respeito ao WRC2, o alemão Pontus Tidemand (Skoda Fabia R5) recuperou o comando, na segunda passagem por Amarante (37,67 km), a classificativa mais extensa, depois de o ter perdido, na especial anterior (Marão 2), para o peruano Nicolas Fuchs (Skoda Fabia R5), em consequência de um furo e do tempo perdido para mudar a roda traseira do lado direito.

Miguel Campos (Skoda Fabia R5) continua a ser o melhor dos portugueses, cada vez em menor número e subiu para 15.º da geral e quinto dos WRC2, 17,2” atrás do norueguês Marius Aasen (Ford Fiesta R5) e a 7,0” do australiano Scott Pedder (Skoda Fabia R5), pelo que um lugar no pódio na categoria não é de excluir.

Por sua vez, Bernardo Sousa (Ford Fiesta R2) continua no comando do Troféu DMack, cuja prova de abertura tem lugar em Portugal, com 53,5” de avanço sobre o inglês Osian Pryce (Ford Fiesta R2) e é 31.º da geral e segundo dos RC4, a 2’09,9” do italiano Fabio Andolfi (Peugeot 208 R2).

A edição 2016 do Vodafone Rali de Portugal termina amanhã com uma dupla passagem pelas especiais de Vieira do Minho (22,47 km) e de Fafe (11,19 km), com a segunda passagem por Fafe a funcionar como Power Stage.

A fechar refira-se que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitou ao fim da tarde as instalações da Exponor, onde está instalada toda a estrutura organizativa da prova.

Classificação, no final da 3.ª etapa:

1.º, Kris Meeke/Paul Nagle (Citroen DS3 WRC), 3.16’11,4”; 2.º, Sébastien Ogier/Julien Ingrassia (Citroen DS3 WRC9, a 45,3”; 3.º, Andreas Mikkelsen/Anders Jaeger (VW Polo R WRC), a 48,4”; 4.º, Dani Sordo/Marc Marti (Hyundai i20 WRC), a 1’20,0”; 5.º, Eric Camilli/Benjamin Veillas (Ford Fiesta RS WRC), a 3’04,2”; 6.º, Jari-Matti Latvala/Mikka Antilla (VW Polo R WC), 4’07,8”; 7.º, Mads Ostberg/Ola Floene (Ford Fiesta RS WRC), 6’32,8”; 8.º, Martin Prokop/Jan Tomanek (Ford Fiesta RS WRC),a 8’11,8”; 9.º, Pontus Tidemand/Jonas Andresson (Skoda Fabia R5), a 9’54,2”; 10.º, Nicolas Fuchs/Fernando Mussano (Skoda Fabia R5), a 10’26,2”; …; 15.º, Miguel Campos/Carlos Magalhães (Skoda Fabia R5), 13’08,2”