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Vodafone/Rali de Portugal. Vantagem “oferecida”

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Octavio Passos/Getty Images

O inglês Kris Meeke (Citroen DS3 WRC) comanda o Vodafone/Rali de Portugal com um avanço de 31,7” sobre Sébastien Ogier (VW Polo R WRC), graças a uma “generosidade” da direcção da prova

Tudo aconteceu na segunda passagem por Ponte de Lima, em consequência do despiste do neo-zelandês Hayden Paddon (Hyundai i20 WRC), segundo na estrada, cujo carro saiu da estrada e começou a arder, pegando fogo ao mato, o que levou à neutralização da especial, quando apenas 11 carros o tinham iniciado.

Até esse momento o melhor tempo 19’25,8” pertencia ao espanhol Dani Sordo (Hyundai i20 WRC), mas a direcção da prova, dentro das competências que lhe são atribuídas, decidiu atribuir o tempo de 19’20,6” ao inglês, que era o 13.º na estrada, colocando-o no topo da tabela dos tempos da especial sem ter competido, por ter levado em consideração, muito provavelmente, aquilo que acontecera na primeira passagem.

Com essa decisão, Kris Meeke viu a sua vantagem passar de 11,5” sobre o francês Sébastien Ogier (VW Polo R WRC), para 19,8” para Dani Sordo que, graças ao tempo feito em Ponte de Lima, tinha ascendido ao segundo lugar por troca com o francês.

Depois, se o inglês continuou a ganhar terreno aos seus perseguidores, o Dani Sordo furou, na segunda passagem por Viana do Castelo, e viu o Sébastien Ogier, regressar ao segundo lugar, enquanto o finlandês Jari-Matti Latvala (VW Polo R WRC) ficava sem direcção assistida, durante quase toda a segunda secção, e perdia quase quatro minutos para o comandante.

Para trás tinha ficado a primeira passagem pelas especiais Ponte de Lima, Caminha e Viana do Castelo, onde Kris Meeke, beneficiado pelo facto de ser o 13.º na estrada, aproveitou, o facto de encontrar o piso limpo, para se instalar no comando da prova, enquanto Sébastien Ogier “sofria” por abrir a estrada, situação que se vai manter amanhã.

O dia acabou nas ruas do Porto, perante milhares de espectadores, com o belga Thierry Neuville (Hyundai i20 WRC) a ser o mais rápido nas duas passagens pela Porto Street Stage, a novidade da 50.ª edição do Vodafone Rali de Portugal.

Nos WRC2, o alemão Pontus Tidemand (Skoda Fabia R5) tem mantido o comando, sem grande oposição, enquanto o português Bernardo Sousa (Ford Fiesta R2) é 39.º da geral, segundo entre os RC4 e comandante do Troféu Dmack.

Entre os portugueses, o melhor é, sem surpresa, Miguel Campos (Skoda Fabia R5), 21.º da geral e oitavo dos WRC2, que viu José Pedro Fontes (Citroen DS3 R5) ficar no Parque de Assistência, que separou as duas “rondes” pelas especiais minhotas, traído pela electrónica, e Diogo Salvi (Skoda Fabia R5), que tinha sido

Amanhã, os concorrentes cumprem uma dupla passagem pelas especiais de Baião, Marão e Amarante, que totalizam 165,28 km contra-o-relógio, extensão superior à percorrida esta sexta-feira.

Classificação, no final da 1.ª etapa:

1.º, Kris Meeke/Paul Nagle (Citroen DS3 WRC), 1.28’53,3”;

2.º, Sébastien Ogier/Julien Ingrassia (Citroen DS3 WRC9, a 31,7”;

3.º, Dani Sordo/Marc Marti (Hyundai i20 WRC), a 37,3”;

4.º, Andreas Mikkelsen/Anders Jaeger (VW Polo R WRC), a 52,3”;

5.º, Thierry Neuville/Nicolas Gilsoul (Hyundai i20 WRC), 1’12,2”;

6.º, Stéphane Lefebvre/Gabin Moreau (Citroen DS3 WRC), 1’33,5”;

7.º, Mads Ostberg/Ola Floene (Ford Fiesta RS WRC), 1’46,0”;

8.º, Eric Camilli/Benjamin Veillas (Ford Fiesta RS WRC), a 1’49,7”;

9.º, Jari-Matti Latvala/Mikka Antilla (VW Polo R WC), 3’50,9”;

10.º, Pontus Tidemand/Jonas Andresson (Skoda Fabia R5), a 3’52,0”;

…; 22.º, Miguel Campos/Carlos Magalhães (Skoda Fabia R5), 2’51,7

  • Sébastien Ogier começa bem

    Perante as bancadas lotadas da pista de Lousada, palco da Super Especial de abertura, o francês Sébastien Ogier assumiu o comando da edição 50 do Vodafone/Rali de Portugal, ao bater o belga Thierry Neuville, por 0,9”