Siga-nos

Perfil

Expresso

Desporto

“Deixa-te de Joguinhos”. Sindicato apresenta projeto antiresultados ilegais

  • 333

Sindicato dos Jogadores vai apresentar até ao final deste mês um programa de combate aos resultados combinados. Joaquim Evangelista quer regras eficazes para escrutinar idoneidade dos investidores no futebol português

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

O Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SPPF) está a elaborar um projeto de combate aos resultados combinados, que quer ver aprovado de forma e entrar em vigor já na próxima época 2016/17. Denominado “Projeto Anti Match-Fixing – Deixa-te de Joguinhos”, a proposta passa pela introdução de uma série de medidas de prevenção e controlo da verdade desportiva, a começar na forma como os clubes de futebol profissional são licenciados pela Liga Portugal e os restantes pela Federação Portuguesa de Futebol.

Em comunicado, o sindicato reitera a necessidade urgente de as entidades que gerem o futebol nacional se unirem para combater as práticas ilícitas, sublinhando que é preciso retirar conclusões para o futuro da operação “Jogo Duplo”. Embora o SJFP se escuse a comentar o caso que levou este sábado à detenção de dirigentes do Leixões e de jogadores da Oliveirense e do Oriental, todos clubes da II Liga, suspeitos de corrpção ativa e passiva, o sindicato defende que que os infratores sejam devidamente punidos.

“Assistimos de forma reiterada à desvalorização do fenómeno dos resultados combinados (match-fixing), potenciado por um mercado de apostas ilegais cada vez mais organizado e ardiloso”, avança a direção do SJFP, alertando que as dificultades financeiras de jogadores e dos clubes propiciam o aliciamento por parte de organizações criminosas – aviso que Joaquim Evangelista lançou premonitoriamente dois dias antes dos jogos da polémica desencadeada este sábado.

Outro dos cavalos de batalha do líder sindical tem sido, nos últimos anos, a falta de regulamentação eficaz contra fenómenos que minam a verdade desportiva. Evangelista sublinha ser imprescindível haver mecanismos de controlo aos investidores dos clubes. Sem colocar em causa o trabalho “meritório das entidades policiais” e sendo urgente encontrar soluções, o SJPF vai convocar os seus parceiros institucionais para um debate sobre as medidas que, pela via da regulamentação desportiva, devem ser tomadas a partir de agora.

“Jogadores, treinadores, árbitros, dirigentes e em particular Sindicato, Liga, FPF e Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto podem fazer mais, sob pena de serem cúmplices por omissão num fenómeno global”, conclui o SJPF.

O Sindicato defende ainda uma malha mais apertada no licenciamento dos clubes para a próxima época desportiva.